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João Vitor Cirilo

Calma na análise ou firmeza na cobrança?

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PUBLICADO EM 18/04/18 - 03h00

Sempre acho que devemos ter muita cautela com o imediatismo cada vez mais presente na análise do nosso futebol, sobretudo por parte dos torcedores. Após essa primeira rodada do Campeonato Brasileiro e três meses depois do início da temporada, é evidente que temos algumas certezas, mas é um fato que se vai do céu ao inferno em uma velocidade absurda.

Do lado do Cruzeiro, necessário ter muito cuidado pra não cairmos na montanha-russa que parte da torcida tem vivido nas últimas semanas. A derrota para o Atlético no primeiro jogo da decisão estadual e o empate contra o Vasco pela Copa Libertadores colocaram uma série de questionamentos sobre o trabalho de Mano Menezes, o que foi basicamente apagado momentaneamente com a importante virada que valeu o título mineiro.

A derrota contra o Grêmio no fim de semana voltou a fazer a irritação aparecer nas arquibancadas do Mineirão, inclusive com algumas vaias que incomodaram alguns jogadores do Cruzeiro. Certamente uma boa atuação amanhã em Santiago contra a Universidad de Chile poderá alterar novamente esse cenário. Bom, não deveria ser assim. Qualidade de trabalhos não podem ser medidos a cada três dias. Ou o trabalho é bom ou não é.

Por outro lado, como disse no começo, já são mais de 90 dias de bola rolando no futebol nacional, tornando possível se ter algumas certezas básicas pelo planejamento realizado. Pensando no Atlético, o discurso de “ainda não é hora de cobrar” ou “o campeonato apenas começou” não vale. Pelo contrário. Ou o clube assume o que a montagem do elenco evidencia, que é a de um time que em condições naturais não deve brigar por grandes conquistas, ou aceite quando os questionamentos aparecerem.

Aliás, creio que faria bem aos nossos clubes que assumissem suas reais condições em vez desse discurso de que o Brasileirão “começa com 12 favoritos”. Balela. Nem todos têm a mesma condição unicamente pelo histórico. O que vale é o momento.

E, para o momento, Thiago Larghi, que assim como o grupo também tem oscilado nas suas escolhas, não tem nas mãos o elenco que, por exemplo, detém um Mano, e as alternativas para fazer as coisas caminharem um pouco melhor. 

“Final”. Como os próprios jogadores do Cruzeiro responderam em questionamentos nossos nesta semana na Toca da Raposa, o confronto de amanhã contra a Universidad de Chile é uma espécie de decisão para o time nesta Libertadores. 

As coisas podem se complicar de vez em caso de um revés em Santiago, com a possibilidade de aparecer com seis pontos a menos que os dois primeiros colocados ao término do turno da fase de grupos. O Cruzeiro tem futebol, mas alguns equívocos não podem se repetir. No sábado, contra o Grêmio, o meio-campo não apareceu. Pode ser que mudanças aconteçam.

Já no lado atleticano, apenas um desastre total na noite de hoje tira a classificação contra um time bem mais limitado que é o Ferroviário, ainda mais com a vantagem de quatro gols. Aparente cenário de tranquilidade, ao menos, até o fim de semana, no retorno da disputa do Brasileirão.

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