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João Vitor Cirilo

Entre erros e acertos, provocação e desrespeito

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PUBLICADO EM 11/04/18 - 03h00

Nas últimas semanas, em conversas na redação, comentávamos sobre um pré-clássico ameno, sem muitas provocações e com as peças se resguardando de possíveis polêmicas, salvo exceções a um caso ou outro. Entre o torcedor, claro, isso é comum. Porém, após o Cruzeiro x Atlético do fim de semana, as coisas voltaram a esquentar e, na grande maioria dos casos, encarei com a maior naturalidade possível.

As provocações, comuns na arquibancada, também desceram para o campo de jogo, com os jogadores cruzeirenses incorporando o papel de torcedores celestes. Para mim, quase tudo muito tranquilo. Isso é o futebol, sem hipocrisia. Não me parece o mais correto impedir os atletas e clubes de se manifestarem de maneira saudável em brincadeiras com o rival, como vimos no caso do “1º de abril de Thiago Neves”, por exemplo. Essa identificação com a sua torcida, cada vez menos presente no dia de hoje, também é louvável.

Porém, o que não pode é a ofensa e a incitação à violência, o que também vimos pelo lado de alguns atletas e também cartolas. Melhor não dar espaço para os que ainda optam por esse lado, mas é um fato que isso também existiu.

Há de se ter muito cuidado quando se ocupa posições de destaque e que envolvem nações, como as gigantes torcidas de Galo e Raposa. Quando se coloca a violência como uma alternativa caso as coisas não se resolvam da maneira imaginada como correta, me parece contraditório cobrar por paz a cada semana prévia a jogos como os dos dois últimos domingos. Isso também não quer dizer que a violência externa às partidas se justifique pelas palavras declamadas por quem está no futebol.

Dirigentes são exemplos, espelhos e representantes das instituições. Não sou daqueles que acham que o futebol é “só um esporte” e que devemos deixar de lado uma derrota entendida como injusta ou um desrespeito praticado. O futebol é, sim, um produto de um mercado que movimenta milhões e que, portanto, joga enorme responsabilidade sobre quem gere. Entretanto, há que se medir as palavras para evitar infelicidades.

Futebol. Dentro de campo, um Cruzeiro que foi o melhor do início ao fim do campeonato, com exceção da primeira partida de decisão, e que teve cabeça, malandragem — sim, ela também ganha jogos — e futebol para inverter a vantagem que havia passado às mãos do rival. Mano Menezes acertou em cheio ao optar pela presença dos experientes Edilson — um dos personagens do jogo — e Sóbis, atletas que sabem muito bem como funcionam grandes jogos e com a rodagem necessária para tranquilizar em um cenário de adversidade.

O Atlético, por sua vez, termina acima das expectativas com um comando que, inexplicavelmente, segue interino. Thiago Larghi pegou um Atlético basicamente sem nenhum padrão e aplicou algumas boas ideias. O fator psicológico ainda pode preocupar. Coletivamente, a equipe ainda pode evoluir, como tem evoluído, mas se quiser grandes conquistas, certamente terá que investir. Mesmo assim, no futebol, surpresas acontecem.

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