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João Vitor Cirilo

Estão conseguindo estragar nosso clássico

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PUBLICADO EM 23/05/18 - 03h00

Para quem ama futebol e para quem trabalha nele – como nós, jornalistas –, pouca coisa representa mais que um clássico. No nosso caso, os momentos de Atlético x Cruzeiro quase sempre aparecem entre os mais interessantes da temporada, ainda que não estejam situados em um instante decisivo de um campeonato qualquer. 

Porém, o que se tem visto nos últimos meses é uma série de ações responsáveis por tornar esse evento cada vez menos atraente e entusiasmante. Na verdade, as manchetes vistas a cada pré-clássico só comprovam que o caminho é para transformar essa partida na mais chata para se trabalhar. A semana que antecede esse confronto insiste em retirar nossa atenção do que deveria ser mais importante: a bola rolando.

No último sábado, o pobre futebol apresentado pelas equipes em campo só refletiu o que esse clássico representa hoje fora dele. Ausência clara de cordialidade, ações que parecem beirar a infantilidade, um cabo de guerra sem favorito e, aparentemente, sem intenção de ser finalizado. Não sei se existe lado certo ou errado. Os episódios vêm se repetindo em ambas as partes.

Parabenizo aqui o diretor de futebol celeste, Marcelo Djian, pelas palavras em comunicado à imprensa um dia após novo clássico que chamou mais atenção pelo que aconteceu fora das quatro linhas do que dentro dele.

Dessa vez, pela troca da localização do camarote da diretoria do Cruzeiro, que passou a ser entre torcedores atleticanos, que hostilizaram os celestes durante todo o tempo.

“Eu acho que tanto Cruzeiro quanto Atlético não têm conduzido bem a organização desses clássicos. Essa atitude atingiu o fundo do poço na relação entre Cruzeiro e Atlético. Mas eu acho que Cruzeiro x Atlético é muito maior que isso, e algo tem que ser feito para os próximos jogos”, reconheceu Djian. 

Na final do Mineiro, o vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, disse, depois de um torcedor tentar agredir o atleticano Luan após o merecido título cruzeirense, que o Atlético teria “de escolher como vai ser o relacionamento: se vai ser na paz ou como foi no túnel ali”. Esse episódio no Mineirão, com o Galo reclamando do tratamento recebido, acabou jogando por terra um acordo apalavrado entre os presidentes para o retorno do clássico com torcida dividida no Brasileirão.

Antes do episódio do camarote, a briga da vez foi pelo atraso ou não do Atlético para repassar os ingressos do visitante. Mais um caso que se arrastou, foi para o STJD, e só teve resolução 27 horas antes de a bola rolar. Na ata da reunião pré-clássico, o Cruzeiro já demonstrava sua intenção, ao menos 48 horas antes, de realizar o depósito do valor mediante o repasse do número da conta, o que não aconteceu. Sabe-se lá o motivo disso tudo, mas parece novamente desnecessário.

Enquanto isso, a rede social do Cruzeiro chamando o rival de “Alt Mineiro” e o Atlético se referindo às reclamações rivais como “choro de perdedor”. Será que existe intenção em melhorar a relação?

Como bem disse Marcelo Djian, a expressão “fundo do poço” define bem. Estão conseguindo estragar nosso clássico.

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