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João Vitor Cirilo

Não manter Larghi seria um erro do Galo

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PUBLICADO EM 02/05/18 - 03h00

A grande atuação do Atlético no último fim de semana, que resultou na vitória contra o tão temido Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, ainda que com erro da arbitragem prejudicando, me fez refletir mais uma vez quanto ao comando técnico do clube, que tem hoje Thiago Larghi à frente. 

Não acho que seus 20 jogos (12 vitórias, dois empates e seis derrotas) já o credenciem a tratá-lo como a certeza que estará como um dos grandes técnicos do futebol brasileiro, mas certamente estamos vendo um prospecto de bom treinador.

O grupo do Galo é limitado – estou me referindo ao número de opções disponíveis para modificar um cenário de uma partida _, mas as coisas vão caminhando dentro de suas possibilidades. Boas respostas têm sido dadas dentro de campo, passo a passo, com coerência e uma linha de trabalho bem clara. Evidentemente, também é necessário muito cuidado para que uma vitória expressiva como a do domingo não iluda. Calma no processo. 

Na última semana, surgiram informações, dadas primeiramente pelo competente amigo Rodrigo Fuscaldi, quanto a um possível acerto de Cuca com o Galo para após a Copa do Mundo. Bom, não vejo essa possibilidade como a mais acertada, não por não acreditar em Cuca. Mas faria algum sentido mudar a linha de trabalho no meio do ano e deixar de lado tudo que vem sendo desenhado até aqui?

Faria sentido um treinador levar o time até o início do segundo semestre e, então, se começar do zero? Não, não faria. Por isso, considero que não manter Larghi, seja para a chegada de Cuca ou qualquer outro treinador disponível hoje no mercado, seria um erro do Atlético.

Destaque. Muito dessa melhora do Atlético passa pelo setor de meio campo. Com a saída de Cazares, que vinha fazendo bons jogos e volta a estar disponível nesta semana, após lesão, a presença de Luan como meia fez efeito fundamental também ao sistema defensivo. Adilson, um monstro em toda a temporada e, na maioria das vezes, o que mais troca passes no time, ganhou a companhia de Gustavo Blanco, que, basicamente, “passou por cima” de Elias e tomou a posição com maestria. Essa trinca do meio atleticano, brigador, ladrão de bola e bom também tecnicamente, auxilia na criação de um sistema defensivo forte, aliado a jogadas também fortes pelos lados, com Otero e, sobretudo, Róger Guedes, que vem comprovando todo o seu potencial.

Oportunidades. Falando em Róger, a prova de que na vida deve-se aproveitar todas as oportunidades que nos surgem. Uma postura negativa durante os primeiros meses quase o fez ser descartado pelo Atlético. Nova chance apareceu, o foco foi retomado, e está claro que, com a cabeça no lugar, ele ainda será muito útil para esse elenco. Dúvida boa agora para Larghi: Cazares retoma a titularidade?

Na zaga, Bremer cumpriu bem seu papel na vaga de Léo Silva, outro que volta após lesão. Seria o garoto meu escolhido para formar dupla com o capitão a partir de agora.

Vejamos logo mais, às 19h30, contra a Chapecoense, jogo para o Atlético abrir boa vantagem pela vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.

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