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João Vitor Cirilo

O Galo precisa logo definir seu caminho

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PUBLICADO EM 06/06/18 - 03h00

A atual sequência negativa do Atlético e a declaração do atacante Luan após a derrota — sim, considero derrota o 3 a 3 do fim de semana passado na Arena Independência e com um jogador a mais por mais de 50 minutos — para a Chapecoense evidencia a necessidade de uma definição imediata no Galo: afinal, Thiago Larghi é ou não é o técnico do clube para o restante da temporada? Teria ele autoridade para falar como treinador do time? Seria o ainda jovem comandante interino respaldado pela diretoria para tomar decisões? 

Após o jogo, as palavras de Luan, sobretudo sobre ser substituído com frequência, não me soaram bem. Certas ou não, concordando ou discordando, não me parece respeitoso questionar, via imprensa, as decisões do treinador, ainda que ele não seja encarado como efetivado no cargo. 

Antes de Luan, que saiu em sete dos nove jogos do Campeonato Brasileiro (um deles já na reta final, contra o Corinthians) e que humildemente reconheceu que precisa melhorar seu futebol, Róger Guedes e Elias foram outros que externaram sua insatisfação em situações parecidas de substituições com Thiago Larghi no comando do banco de reservas. 

A figura do treinador enquanto comandante, enquanto principal responsável direto pelas decisões do que acontece dentro das quatro linhas, é fundamental e deve ser respeitada e respaldada por seus comandados. Porém, ele tem que ser visto dessa maneira por todos, e não creio que isso seja totalmente possível para alguém que é repetidamente afirmado como interino, faça sol ou faça chuva.

Há um mês, escrevi neste espaço que “não manter Larghi seria um erro do Galo”, referindo-me à especulação de que Cuca teria um acerto com o clube para chegar após a Copa do Mundo. Realmente vejo que Larghi tem boas ideias de futebol e é corajoso, mas também toma decisões equivocadas ao longo dos jogos, o que talvez possa ser encarado como natural para alguém que não tem nem quatro meses como técnico de futebol profissional. A evolução e o amadurecimento na função são caminhos esperados. Confio nisso. 

Certo é que me parece inconcebível que um clube consiga campanha sólida em um torneio difícil como o Brasileiro com um técnico interino, tenha ele qualidades ou não. Não dá mais para empurrar com a barriga. As coisas devem ser claras para todos. O Galo precisa logo definir seu caminho.

Sorteio. A caminhada do Cruzeiro em busca do sonhado tri da Copa Libertadores está longe de ser tranquila. O Flamengo é o adversário nas oitavas de final, com o Boca como favorito a avançar para um possível confronto nas quartas, e a possível presença de Corinthians ou Palmeiras na semis deixa clara essa reflexão. 

O mês sem jogos durante a Copa será importante para a recuperação física de algumas peças que serão fundamentais no principal objetivo celeste na temporada. É possível acreditar, mas passo a passo. Ainda há, também, a Copa do Brasil e o Brasileirão, onde o time engrenou de vez. Jogando bem ou mal, a vitória tem sido uma certeza para um sólido time comandado por Mano Menezes.

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