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João Vitor Cirilo

Sada Cruzeiro: identidade acima do individual

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PUBLICADO EM 09/05/18 - 03h00

Começo a coluna de hoje dando os parabéns tradicionais ao projeto mais vitorioso da história do vôlei masculino nacional. Nenhum time neste país pode se tratar como mais vencedor que o Sada Cruzeiro. Nenhum time nesta modalidade se comporta melhor nos momentos de decisão que os celestes. Não houve nada parecido por aqui no voleibol por tanto tempo. Mesmo com a não conquista do Mundial nesta temporada, foram cinco de seis troféus possíveis garantidos. Algo totalmente fora da curva, mas não para essa equipe.

Após o jogo, nos registros que fiz pela rádio Super Notícia FM, a procura pelos motivos que justifiquem tamanha hegemonia me chamou a atenção na fala do professor Marcelo Mendez. “Primeiro, temos grandes jogadores, corajosos, que se identificam com o clube. Acho que uma coisa importantíssima é ter identidade. Fruto de muito trabalho e um sistema de jogo em que nos envolvemos”, analisou o treinador que aqui esteve nas últimas nove temporadas e é primordial na construção dessa história.

Os resultados se repetem ao longo dos anos ainda que muitas mudanças, algumas ditas como fundamentais, tenham acontecido nessa trajetória. Ao longo do tempo, jogadores históricos para a instituição, como o levantador William, o oposto Wallace e os centrais Douglas Cordeiro e Éder se despediram, mas o sistema se manteve. Isso comprova que, mesmo com a importância de cada um para que ele funcione, a maneira como o coletivo é colocado em quadra é o primordial. Caso entre ou saia alguém, o Sada Cruzeiro é o mesmo.

A análise foi confirmada no dia seguinte na entrevista que fizemos com o líbero Serginho, no clube há oito anos. “Todos que passaram deixaram um legado, foram importantes nas conquistas e tiveram sua dose de contribuição. Mas acho que comparações, muitas vezes, não são justas. Temos que priorizar quem faz parte do time. Para os que passaram, batemos palmas, mas ninguém é eterno ou insubstituível. Mantivemos a característica de time vencedor. Quem chega sabe o perfil da equipe e que é preciso remar a favor”. Simples.

Incoerências. Um dia após o título do Sada Cruzeiro, a confirmação de que nada mudou na seleção brasileira masculina de vôlei, com a divulgação dos convocados por Renan dal Zotto. Soam como absurdas as ausências de nomes como Filipe, um dos melhores – se não for o melhor – ponteiros de preparação desse país, e do líbero Serginho, maior campeão nacional e sempre fundamental nos sistemas defensivos das equipes que defendeu. Enquanto isso, Murilo, em seu primeiro ano como líbero, já foi convocado. Foi referência como atacante, foi um dos melhores do mundo como ponteiro, mas, entre nós, muito chão a caminhar em sua nova função. 

Por outro lado, feliz por ver na lista nomes como o do garoto Alan, oposto do Sesi formado pelo Sada. Para mim, ele foi a grata surpresa positiva desta temporada da Superliga, colaborando muito com o vice-campeonato da equipe paulista.

 

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