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Lohanna Lima

Vale tudo pela Libertadores?

Todas as ações dos principais clubes terminam sempre com o objetivo de alcançar uma vaga à Libertadores

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PUBLICADO EM 06/12/18 - 03h00

A edição de 2018 da Libertadores foi um tema constante nesta coluna. Já há algum tempo, venho alertando sobre a falta de profissionalismo da Conmebol na gestão do torneio, assim como destaquei a obsessão que os clubes sul-americanos – principalmente os brasileiros – têm pela competição.

Se a gente analisar friamente, todas as ações dos principais clubes terminam sempre com o objetivo de alcançar uma vaga à Libertadores. O próprio Santos, que foi punido de forma muito contestada pela entidade, dedicou sua reta final de Campeonato Brasileiro à busca de uma nova participação no torneio no qual ele se sentiu tão prejudicado.

Chega a ser até meio irônico, mas fato é que a Libertadores foi criticada por dirigentes, torcedores, jogadores, técnicos e, no fim da temporada, todos que estão credenciados à disputa estão comemorando, e aqueles que estão fora saíram frustrados.

Se a gente analisar os diversos episódios que aconteceram durante esta edição da Libertadores, o melhor caminho seria fingir que ela nunca aconteceu. A participação da Conmebol nas tomadas de decisão foi tão constrangedora que ficar empolgada com as próximas temporadas do torneio tornou-se algo difícil para mim. A começar pela péssima decisão de realizar a final do evento em jogo único – algo que critico desde o início.

Recentemente, estive em contato com o ex-cruzeirense Alex, conhecido não só pela sua extrema qualidade em campo, mas também por suas fortes opiniões e por sua visão bastante crítica do nosso futebol. Como não era para menos, ele repudiou o episódio de violência envolvendo a torcida do River Plate com ônibus do Boca Juniors antes do segundo jogo da final e deixou uma reflexão interessante sobre a maneira como o River chegou à final, tendo um jogador irregular atuando em sete partidas.

“A Libertadores vale? Vale. Mas acho que você tem que ter méritos para chegar à final. Chegar de qualquer forma não me agrada e não agrega nada. É uma final manchada, não só por agora, mas por toda a competição. O River fez o que fez e está na final. Olhando com os olhos de quem apenas gosta de futebol é algo que me deixa muito triste”, disse o ex-meia celeste após participar de uma partida comemorativa no Mineirão.

A partir da crítica de Alex, a pergunta que fica é: o que os clubes brasileiros estão fazendo para tentar o mínimo de fortalecimento perante à Conmebol? Comemorar a vaga para o torneio é válido, mas será que nossos dirigentes vão fechar os olhos para tudo que houve neste ano? E a CBF? Simplesmente vai admitir que não tem força junto à entidade sul-americana de futebol?

E você, torcedor? Depois de tudo que houve neste ano, você acha que os clubes têm que colocar todas as outras competições em segundo plano para buscar o título de um torneio que foi tratado como vergonha mundial após a final entre River e Boca que ainda não aconteceu?

Sinceramente, eu tenho repensado muito todo esse valor que damos à Libertadores.

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