Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Luiz Tito

O tempo urge

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
PUBLICADO EM 19/06/18 - 03h00

O evento que ocorreu nesse último fim de semana em Tiradentes, o Conexão Empresarial, liderado pela “Revista Viver Brasil” e pelo jornal O TEMPO, abriu a três presidenciáveis presentes a oportunidade de lá apresentarem suas ideias, caso vitoriosos nas próximas eleições: o senador Alvaro Dias, o ex-governador Ciro Gomes e o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello. Numa fala respeitosa e em tom didático, o senador Alvaro Dias acentuou que este é o momento histórico para que o futuro eleito presidente possa propor um pacto nacional e a refundação da República, como forma de uma ampla revisão das mazelas que nos geram o desencontro político, acentuam nossas diferenças sociais e limitam nossos avanços econômicos. Alvaro Dias portou-se como o mais equilibrado e realista ao não esconder que nosso próximo presidente estará assumindo suas funções como “síndico da falência” que nos legaram governos passados. Candidatos ao governo de Minas que lá estavam disseram o mesmo sobre a liquidez de nosso Estado.

O ex-governador Ciro Gomes, cujo nome vem tentando ligar à esquerda para ser herdeiro do espólio de Lula, rebateu Alvaro Dias na afirmação com a qual o senador abrira sua fala, a que se autonomeia “síndico da falência”. Ciro, dos três o mais bem-colocado nas pesquisas até o momento divulgadas e com a menor rejeição medida entre os principais candidatos, usou e abusou de seu estilo destemperado. Mesmo tendo integrado sete partidos durante seus 38 anos de vida pública, Ciro reafirmou sua coerência para realçar o compromisso com o desenvolvimento nacional sem cometer a irresponsabilidade dos últimos governos (que ele, inclusive, integrou). Segundo Ciro, as gestões petistas abriram as portas para a importação, mas não fortaleceram nem modernizaram nosso parque industrial. Essa opção nocauteou a economia brasileira. Ciro foi o único dos três que criticou nosso atual sistema financeiro, a quem responsabilizou pelos altos níveis de endividamento e inadimplência, limitando assim a operação de nossas pequenas e médias empresas. 

O candidato Paulo Rabello, economista, advogado e ex-presidente do BNDES, repetiu a cantilena de seus antecessores, mas marcou sua fala com uma crítica interessante sobre as disputas que se avizinham. O Brasil, segundo ele, “tem que cuidar mais do aperfeiçoamento do caminho do que do caminhante”, para dizer que a grande motivação que deveria nos preocupar é não com o candidato, mas com suas propostas.

A quatro meses das eleições, ainda não temos gravados os compromissos dos candidatos para a retomada do crescimento nacional e do justo desenvolvimento social. Dos postulantes, o que não se percebe é o sentimento de urgência nas ações que propõem, sem a qual vão se agravar de forma inexorável nossas falências, nossas dependências, e vão se aprofundar ainda mais nossas contradições sociais.

O que achou deste artigo?
Fechar

O tempo urge
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

Comentários (6)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter