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Márcio Garcia Vilela

Como enfrentar a realidade mascarada pela fantasia?

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PUBLICADO EM 19/02/15 - 04h00

Não conheço pessoalmente o ministro Joaquim Levy. Tinha dele, antes de oficializado na pasta, o que deve ter amargado a boca dos petistas, sempre incapazes de perceber e compreender a realidade, informações de respeito e admiração por seu talento profissional e por sua seriedade e senso de responsabilidade. Bom para mim e para homens como Acílio Lara Resende, José Fernandes Filho e outros amigos, infelizmente não tão abundantes, já que, hoje em dia, no nosso destroçado Brasil, com pequenos intervalos, temos tido disponíveis, em termos de vida política e de homens públicos, não aqueles 300 de Gedeão para a luta em campo aberto, mas os milhares de Átilas que, onde pisam, impedem que o capim jamais nasça.

Talvez tenha feito reflexão severa, exagerada, do tipo que faria, esmagado pela angústia, o grande poeta Augusto dos Anjos. Fico com este, porém. Estão acabando, de maneira safada, suja e inédita, com uma nação que tem lutado pelo ideal jeffersoniano de fazer da pátria um lar onde o homem realize o direito de ser feliz. Estupefato, ouvi a notícia de que o ministro estava confirmado. Sem vislumbrar nada que não fosse discrepância entre o convidado e a chefe do governo, entre Levy e a quem sucederia após cumprir período de tempo inédito na direção da pasta, na qual dava ares de ter-se eternizado sem qualquer mérito, indaguei-me: por que o ministro aceitou tal convite?

Só o tempo e os acontecimentos poderão dar alguma resposta, embora alguma dose generosa de patriotismo deva tê-lo inspirado a enfrentar risco de tal magnitude. Se alguém que me lê tem alguma ponderação a fazer sobre o ataque de terror que me envolveu e do qual ainda não consegui libertar-me, faça-a, mas não sem antes ler o artigo “O choque da realidade”, publicado no “O Estado de S. Paulo”, em 7.2.2015, cuja autoria credita-se a um dos mais inteligentes e talentosos economistas brasileiros.

Falo de André Lara Resende, que, além de Pinheiro, é Lara Resende, filho do Otto, um dos mais destacados escritores da Geração de 45. André ataca direto, sem firulas, porque não precisa delas. Além disso, joga curto, pouco mais de duas páginas, e o recado está dado com proficiência e clareza de linguagem, sem o estilo economês que, não raro, mais confunde do que esclarece.
Inicia André com a imperícia da inflexão da política econômica autorizada pelo ex-presidente Lula em 2008. A catástrofe só não foi fatal porque o Nosso Guia, apesar de perder tempo com Delfim, Beluzzo, Coutinho, Arno (o pré-histórico mais perigoso de todos) e outros mastodontes que nem vale a pena incomodar a memória para citar, deu graças à política monetária competente do presidente do Banco Central e sua equipe, coadjuvada pela credibilidade que infundiam. O pobre sucessor de Palocci, coitados de nós, se não ignorante, no mínimo pau-mandado de uma presidente da República acometida do delírio de conhecer economia, cuidou do resto. Aliás, esse resto é zurrapa, leitor, goela abaixo da nação.

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A resposta de um dos mais inteligentes economistas brasileiros

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