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Marcos Guiotti

Eternamente humilhados

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PUBLICADO EM 08/08/14 - 03h00

Que os 7 a 1 da Alemanha representaram mais do que a simples eliminação do Brasil da Copa, ninguém tem dúvida, mas poucos poderiam imaginar o estrago que viria pela frente. Se não bastassem, a vergonha, humilhação e o deboche, vamos ter que conviver com este resultado desastroso por décadas ou até que inventem outro esporte mais apaixonante que o futebol.
Os alemães nos fizeram olhar o futebol brasileiro de um outro ângulo. Uma visão interior que estava aflorando e que muitos se negavam a enxergar. Hoje ninguém tem dúvida de que o nosso futebol é fraco, feio, desorganizado e pobre em todos os sentidos. Poucos jogadores ganhando muito e muitos ganhando pouco, estádios vazios, audiência na TV ladeira abaixo e dívidas, muitas dívidas. A maioria impagável.

Estamos experimentado um momento único. Ninguém tem dúvidas de que precisamos mudar muita coisa. Alguns debates já começaram. A própria emissora de TV que paga a conta e a cota está cobrando uma maior organização dos clubes e um futebol de melhor qualidade dentro das quatro linhas. Se o torcedor deixar de se interessar pelo futebol, ele será retirado da grade das TVs abertas. É chegada a hora de uma reflexão de todos sobre o futuro do futebol brasileiro.

Dívida sem fim. Segundo levantamento do Ministério dos Esportes, os clubes devem ao governo federal mais de R$4 bilhões. O pior é que não tem nenhuma diretoria preocupada em saldar estas dívidas. O que temos visto é dirigentes desesperados tentando contratar jogadores a qualquer preço para salvar seu time. Eles deveriam era trabalhar mais para salvar o clube.

Sem saída. Vejam a situação que colocaram o Botafogo, um dos mais tradicionais clubes do nosso futebol. O caso é de polícia. Dívida de mais de R$ 700 milhões, receitas bloqueadas, que não paga imposto nos últimos nove meses e que deve três meses de salários aos jogadores e funcionários. Se fosse uma empresa teria falido. Na linguagem do futebol, está no mato sem cachorro.

Incompetência. Para o especialista Amir Somoggi, que assessora clubes brasileiros em estratégias de negócios, a situação é complicada, principalmente pelo despreparo e falta de organização dos dirigentes e clubes. Poucos conseguem trabalhar dentro do orçamento e a antecipação de receita é uma constante.

Mazela. O mau gerenciamento reflete diretamente dentro de campo. Os 7 a 1 serviram também para expor nossas graves feridas. Clubes com orçamentos milionários, jogadores recebendo pequenas fortunas, sonegação ou omissão de impostos e uma péssima qualidade do futebol praticado dentro de campo. Na semana que vem pretende falar das coisas boas do nosso futebol. Será que consigo?

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