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Banco Mercantil do Brasil atinge 200 agências neste ano

São 40 novas unidades, a maioria no interior de São Paulo, para atender contratos com o governo

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Duradouro. O diretor financeiro e de marketing do Mercantil do Brasil, Roberto Godoy Assumpção, 54, está há 16 anos no banco mineiro
PUBLICADO EM 28/07/16 - 03h00

Numa competição bastante acirrada entre os bancos brasileiros, encontrar o espaço e conseguir se manter nesse mercado é muito difícil. Mas, aos 73 anos, sendo um banco de médio porte – e que se mantém genuinamente mineiro –, o Mercantil do Brasil tem conseguido conquistar a perenidade ideal sem a necessidade de fazer alguma joint venture (associação) com os gigantes do cenário financeiro. Prova disto é que o Mercantil vai encerrar 2016 com um total de 200 agências. Somente neste ano, estão sendo inauguradas 40 unidades – distribuídas em Minas Gerais e São Paulo – num investimento total de R$ 40 milhões e com a criação de 200 novos empregos.

E a explicação para os intensos aportes – numa fase de retração de quadros em outras instituições – está no público-alvo como foco de atuação do banco e que vem se repetindo desde 2009. “Temos uma estrutura operacional grande e cara, e o que rentabiliza isso foi a estratégia que adotamos no segmento de beneficiários do INSS, quando entramos num leilão do governo federal e ganhamos em Minas Gerais e São Paulo”, contou o diretor financeiro e de marketing do Mercantil do Brasil, belo-horizontino Roberto Godoy Assumpção, 54.

Godoy se refere ao leilão no qual o Mercantil do Brasil já participa e é vencedor há duas edições. O banco apresentou o maior preço de remuneração ao governo federal para fazer os repasses de pagamentos aos beneficiários do INSS. O leilão tem prazo de duração de cinco anos – um aconteceu em 2009, e o outro, em 2014 –, e nas duas edições o banco ganhou a concorrência. “Temos até 2019 de prioridade no pagamento de benefícios para esses dois Estados (Minas Gerais, interior de São Paulo e ABC paulista)”, explicou Godoy, há 16 anos na instituição financeira.

E também é em função das regras do leilão do governo que o Mercantil está expandindo no volume de agências para fazer os pagamentos dos benefícios. “Estamos abrindo neste ano 20 novas agências em cidades onde não tínhamos presença e outras 20 onde já tínhamos um posicionamento; e estamos abrindo uma segunda unidade, a maioria, no interior de São Paulo”, disse.

Tecnologia. Para fazer frente à demanda do público do INSS – foco do banco desde 2010 –, o Mercantil tem feito investimentos pesados em tecnologia. “Por mês, recebemos uma média de novos 40 mil beneficiários (do INSS)”, calculou. Desse público, em torno de 15 mil pessoas se tornam correntistas por mês. “O que pagamos para o governo compensa”, admitiu Godoy.

Assim, somente no ano passado, foi instalado um novo Datacenter do banco num prédio situado no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte, onde o banco aplicou R$ 20 milhões. “Oitenta por cento dos 2 milhões de clientes do banco é formado pelo público do INSS”, justificou Godoy, para o incremento constante na operação. “Virou um diferencial que temos em relação aos demais”, concluiu.

Grandes números

2 milhões de clientes tem o Mercantil do Brasil, sendo 80% de beneficiários do INSS

R$ 20 milhões foram investidos no Datacenter do Mercantil em Belo Horizonte

R$ 40 milhões estão sendo investidos para abertura das novas 40 agências

FOTO: DENILTON DIAS
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A sede do Mercantil do Brasil fica no centro de Belo Horizonte

Conjuntura

Banco mineiro continuará nas mãos da família

Com mais de sete décadas no mercado, o Banco Mercantil do Brasil vai continuar em Minas Gerais e sob o comando da família. “Não tem dogma, o banco ainda é comandado pelos donos, pela família. O Luiz (Henrique de Araújo – presidente do banco) representa a terceira geração da família no comandado. Eles têm uma vocação de banqueiros por natureza. E são persistentes”, contou o diretor financeiro e de marketing do Mercantil, Roberto Godoy Assumpção.

O executivo admitiu que já tiveram várias ofertas e possibilidades de fazer uma união com grandes bancos. “Mas existe o desejo de continuar, persistir e competir nesse mercado”, justificou.

Caixa folgado. Godoy explicou que o Mercantil tem características próprias. “E as agências de rating elogiam que o Mercantil trabalha com um caixa folgado. A liquidez do banco é elevada, o que dá uma tranquilidade para enfrentar os tempos difíceis. Isso é histórico no banco, é uma opção estratégica”, contou Godoy.

Com quase 3.000 funcionários, o banco está otimista com o mercado atual e futuro no país. “Fica melhor, já tem vários indicadores que estão reforçando uma mudança importante na curva da confiança das pessoas e dos empresários. Há otimismo, e isso é fundamental para a mudança da economia brasileira. Se não tiver mudança do ânimo, a tendência natural é só piorar. Mas há uma mudança sensível”, avaliou Godoy. (HL)

 

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