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Paulo Navarro

Mão e batom na roda

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PUBLICADO EM 25/03/17 - 03h00

Riza Braga é engenheira mecânica formada pelo Cefet-MG; participou durante quatro anos da equipe de competição Fórmula Cefast SAE. É autora do blog automotivo Se Meu Carro Falasse, que existe há quatro anos e que agora cresceu e se transformou em um portal de notícias automotivas. É apaixonada por automobilismo, F-1, Stock Car e Le Mans. Ah! É também uma apaixonada pela mecânica da vida!

Riza Braga, se meu Fusca falasse...

Ele fala. O carro tem um monte de barulhos que você pode reconhecer, ele conversa com você.

É um segundo corpo. Esse é o tema de suas palestras?

O tema não é só carro, vamos falar de mulheres na direção, da interação da mulher com o carro. Desse conhecimento que achamos que não vamos conseguir ter a respeito de um carro, mas que conseguimos. A mulher consegue qualquer coisa.

E o assunto desperta curiosidade?

É um assunto natural para mim, da mesma maneira que eu quero ter cinco filhos, que eu quero terminar de escrever meu livro.

Você é engenharia mecânica. E esta mistura com o jornalismo?

Por mais exata que seja a matemática, você não consegue fazer nada sem entender o seu companheiro, o seu amigo. Se você não entende o outro de uma forma geral, você não consegue fazer nenhum projeto rodar. E, para você entender, você precisa escutar. E depois que você escuta e entende, você se torna um meio de comunicação.

A atração que o homem tem por carro, as mulheres têm?

A mulher pode se interessar pelo que ela quiser, na verdade.

Ela tem um fator decisivo na compra do carro?

Com certeza. Ela é quem sabe do orçamento familiar, ela é quem manda.

Temer foi criticado por dizer que a mulher é boa para ir ao supermercado.

Quero ver quem vai conseguir acompanhar as mulheres daqui a pouco.

E quanto ao motor e a entender de mecânica?

Nenhuma mulher gosta de ficar pra trás, né? A questão da mecânica, hoje, vem da necessidade da mulher de não se sentir sozinha quando ela tem problema com o carro dela. Então, conhecer um pouco a respeito do carro faz parte do processo.

E sua história começou com amigas perguntando?

Sim. Elas ligavam querendo trocar a lâmpada de freio e perguntavam o preço. Eu respondia que custa R$ 2. Mas estavam cobrando R$ 50 da minha amiga. Ou seja, R$ 48 era a mão de obra do mecânico. Se você vai saber trocar ou não vai, você tem a informação do valor da lâmpada.

Aquela história de a mulher ligar para o mari do quando o carro enguiçava acabou?

Não. Você continua podendo ligar, mas, além de ligar, agora você pode solucionar aquele problema. Mas a mulher é muito esperta. Ela passa esse problema para o homem porque é mais complicado de se resolver e ela sabe que o maridão vai fazer numa boa.

Qual é o carro predileto das mulheres hoje?

Acho que SUV é uma tendência muito forte.

Algum conselho para as mulheres?

Escolha um carro seguro. Faça a manutenção, observe a condição do pneu. Ande com seu carro alinhado, seguro. 

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