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Raquel Faria

A força de Lula

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PUBLICADO EM Tue May 08 03:00:00 BRT 2018

A força de Lula

Um dos fatores de definição das próximas eleições, se não o principal, será o rumo dos eleitores de Lula na ausência do ex-presidente nas urnas. No último Datafolha, em abril, 66% dos 31% de eleitores que optaram pelo petista disseram votar “com certeza” em candidato apontado por ele. Conta feita, isso dá 20,46% da votação total, o suficiente para levar o substituto ao 2º turno. Mas a força eleitoral de Lula ainda não foi pesquisada a fundo. E na falta de dados, ela pode estar sendo supervalorizada ou subestimada.

Alcance do “dedaço”

Outra dúvida crucial para o resultado das urnas: a força eleitoral de Lula, seja qual for, valerá só para presidente ou também para outros cargos? As pesquisas não esclarecem. É possível que o “dedaço”, caso funcione para o Planalto, leve junto deputados, senadores e governadores. A verticalização do voto lulista pode mesmo ser favorecida pela lembrança do impeachment de Dilma, com eleitores optando por votar em políticos do mesmo lado para evitar que o seu escolhido sofra boicote ou ‘golpe’ no Congresso.

Um assombro

Falando em pesquisa, a Vox Populi realmente fez um levantamento para o PT em contraponto ao Datafolha em abril. Os resultados foram registrados no TSE mas não tiveram nenhuma repercussão na grande mídia, que se limitou a divulgar o Datafolha, talvez pelo disparate assombroso entre os dados. As duas pesquisas são tão divergentes entre si que parecem retratar países diferentes. Enquanto o Datafolha mostra o ex-presidente caindo de 37% para 31% no voto estimulado, o Vox Populi diz que ele já bateu em 47% e venceria no primeiro turno.

Largada

O PSDB prepara um grande evento no dia 14 para o “pré-lançamento” da candidatura de Anastasia ao governo. A campanha tucana vai começar em Minas. E por Contagem, cidade escolhida para a largada por ser a maior na Grande BH administrada por um prefeito do partido, Alex de Freitas.

Esvaziando

De três semanas para cá caiu muito o movimento no gabinete de Bolsonaro na Câmara Federal. Antes lotado o tempo todo, ao ponto de não permitir a livre circulação no recinto, o gabinete agora fica às moscas até no meio da semana. Sintoma do esvaziamento das atividades na Casa, ou da campanha do controvertido presidenciável? Respostas nas próximas pesquisas.

Transfere ou não

O Datafolha levantou dúvidas sobre a capacidade de Lula transferir votos já que nomes associados a ele se deram mal na pesquisa; um terço dos lulistas preferiu anular o voto e os demais se dispersaram entre vários candidatos. Ou seja, a maioria dos lulistas diz seguir o líder mas aponta na lista nomes pouco ou nada ligados a ele. Há duas hipóteses para explicar a contradição. A primeira é que a transferência de votos é muito difícil na prática. A outra é que o fenômeno não começou porque Lula ainda não indicou ninguém; a convergência dos lulista só seria possível após o ex-presidente apontar um nome. A segunda hipótese parece mais plausível, certeza só na urna.

Donos do espólio

Caso Lula consiga transferir os 20,46% dos votos que hoje dizem segui-lo fielmente, o PT pode conquistar um quinto da votação no país só com um pedido de apoio do ex-presidente. Estamos falando de mais 100 vagas só na Câmara dos Deputados. Improvável que os petistas aceitem dividir o espólio de Lula com qualquer partido. Pode ser difícil fechar aliança com o PT em 2018, exceto em circunstâncias que interessem muito aos petistas.

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/divulgação

Yêda Fernal, presidente da Federaminas Mulher, deputado Cássio Soares (PSD) e Tânia Rezende, vice-presidente da Federaminas, na abertura da edição 2018 da Feira de Lingerie de Juruaia.

Venham a mim

Todos os partidos que mantém relações próximas com o PSDB estão sendo chamados ao evento. Um dos primeiros a aceitar o convite tucano foi o MDB, que até outro dia era o melhor aliado do governador Pimentel e hoje não se sabe se é amigo ou adversário do PT. O vice-governador Antônio Andrade deve liderar a representação emedebista.

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