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Raquel Faria

A guerra do real

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PUBLICADO EM Wed Jun 20 03:00:00 BRT 2018

A guerra do real

São favas contadas nos meios financeiros que a taxa básica de juros (Selic) será mantida em 6,5% pelo Copom do Banco Central em sua nova reunião que termina nesta quarta, 20. A decisão já foi praticamente anunciada pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, em declarações recentes. A instituição tem todas as razões para deixar os juros no atual patamar, o menor da história, não sendo possível baixá-los mais. A inflação ainda não assusta, embora em aceleração; a economia está muito fraca, precisando de crédito barato. E o mais importante: as intervenções pesadas do BC conseguiram nos últimos dias moderar a alta do dólar e devolver alguma força ao real; assim deixa de ser necessário dar mais juros ao mercado para segurar o câmbio. No quadro atual, manter a Selic é uma vitória na defesa da nossa moeda. Mas, esse é só um round. Outros virão. A guerra do real só começou.

Aspirador de dólar

A cotação do dólar é uma variável fora do controle nacional. A valorização da moeda dos EUA no mundo, especialmente em países emergentes, pode ser acentuada no Brasil pelas tensões e incertezas pré-eleitorais. Mas, o que está puxando o dólar é mesmo a decisão do Federal Reserve, confirmada semana passada, de promover seis aumentos de juros até fins de 2019. Isso, no mínimo, pois se a economia americana se superaquecer a dose terá que ser reforçada. Enquanto durar o ciclo de aperto monetário nos EUA, os capitais ora aplicados em mercados emergentes continuarão sendo atraídos para lá. É como se o FED tivesse ligado um imenso aspirador de dólares.

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/divulgação

Maria Fernanda Pires e Cristiana Fortini

Copilota a postos

No esforço de manter a pré-candidatura, alvo de um assédio sistemático da campanha de Anastasia, Pacheco pode anunciar no evento o nome pepista cotado para a sua vice: Ana Paula Junqueira, mulher de Odelmo. Os aliados do candidato queriam na vaga o prefeito, mas ele não deixou o cargo; em vez disso liberou a esposa, que era secretária e saiu do posto em abril.

Sim, não, talvez

Em visita recente a Juiz de Fora, Dilma Rousseff driblou todas as tentativas de extrair dela alguma declaração conclusiva sobre sua participação nas eleições. Não confirmou nem negou qualquer candidatura. A ex-presidente participou de evento pró-reeleição da deputada Margarida Salomão (PT).

Agora ou depois

Na aposta do mercado, o aumento de juro que o BC não der agora terá que conceder depois, mais cedo ou tarde. Uns veem aperto monetário somente em 2019; outros já projetam Selic maior nos próximos meses. De fato, a alta dos juros pode ocorrer a qualquer momento. Se a atual estratégia de intervenções no câmbio via leilões de moeda deixar de ser suficiente para sustentar o real, o BC terá que usar novos meios para segurar dólares, como subir os juros, a exemplo de Argentina e Turquia. Mas, são apenas chutes. Não dá saber quando a Selic aumentará, nem se irá realmente subir. Tudo dependerá do cenário, que é completamente imprevisível.

Fator Copa

No momento, os efeitos do ‘aspirador’ nos emergentes podem estar sendo atenuados pela Copa. Afinal, há interesses bilionários em jogo, envolvendo gigantescas corporações e a mídia em peso; todos tentam preservar o evento. Mas, passada a festa do futebol, não haverá amortecedores para a turbulência, inclusive na Rússia. Ninguém fala nada, em prol da Copa, mas o rublo russo é a quarta moeda mais depreciada neste ano; vem atrás do real, o terceiro no rol das moedas mais vulneráveis.

Ligando motores

Rodrigo Pacheco prepara um grande evento em Uberlândia para a próxima semana. A título de lançar a sua pré-candidatura na cidade, ele pretende mostrar determinação em disputar o governo estadual e consolidar a aliança com o PP do prefeito Odelmo Leão. Para tornar a campanha irreversível.

Rapaz de ouro

Cristiano Ronaldo vem sendo endeusado na mídia. O dono da Bola de Ouro da Fifa é descrito em matérias como um exemplo de bom comportamento. Mesmo chegado ao glamour, ele seria um atleta comprometido com o trabalho e um cidadão que faz benemerências. Para ficar melhor, parece educado apesar da origem pobre e faz questão de manter vínculo com a terra natal. Nem precisava, mas ainda é lindo de morrer. O moço português está se tornando um ícone diferenciado no mundo do futebol.

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