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Raquel Faria

Crise de confiança

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PUBLICADO EM Tue Jun 12 03:00:00 BRT 2018

Crise de confiança

O jornalismo não escapa à crise confiança no país. O Datafolha mostra um rombo na credibilidade da imprensa, hoje muito confiável apenas para 16% e nada confiável para um enorme contingente: 37% dos brasileiros. A desconfiança é mais que o dobro da confiança. Considerando os 45% que confiam pouco, tem-se uma maioria esmagadora de 82% acompanhando o noticiário com uma pulga atrás da orelha. Em junho de 2017, no mesmo Datafolha, as notícias tinham muita confiabilidade para 22% e nenhuma para 28%. De lá para cá, portanto, a confiança na imprensa desabou seis pontos percentuais. E a desconfiança disparou nove.

Copo meio cheio

Os brasileiros que têm muita confiança nas Forças Armadas caíram de 40% em junho do ano passado para 37% agora no Datafolha: um leve recuo de 3%. A corporação militar também vai sofrendo perdas de imagem, mas bem menores em relação às demais instituições.

Partido feminino

Na contramão da maioria dos partidos, cada vez mais machistas, o PSOL em Minas está empoderando as mulheres com uma chapa de maioria feminina. O nome da legenda para o governo do Estado é Dirlene Marques e a vice, Sara Azevedo, as duas professoras. A elas se junta a candidata ao Senado, Duda Salabert, que é transexual e reforça o feminismo da chapa. Em matéria de inclusão de gênero, o PSOL Minas está se igualando ao espanhol Pedro Sánchez, um socialista que nomeou mulheres em 11 dos 17 ministérios em seu governo na Espanha: um recorde mundial

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/divulgação

Cristiane Malard, Hallison Moreira e Carla Moreira

Nomes no bolso

Segundo as fontes parlamentares, Anastasia teria se compromissado a abrigar em sua chapa algumas indicações partidárias: Marcos Montes, do PSD; Dinis Pinheiro, do SD; e Carlos Vianna, do PHS. Se Pacheco não aderir ao grupo, optando por montar a própria chapa, Anastasia deverá confirmar Montes como vice e dar aos outros dois as vagas ao Senado. Já no caso de adesão do democrata, a composição terá que ser reformulada.

Feridos no front

Nenhum instituto pesquisou em profundidade o tema, apesar da relevância. Mas os dados disponíveis nos permitem deduções. O desgaste da imprensa está associado à cobertura da guerra política que racha o país desde 2014. Como atuam no front, as empresas e os profissionais de jornalismo são atingidos por estilhaços por todos os lados. O público dividido e inflamado ideologicamente torna a imparcialidade difícil, se não impossível: se a notícia é boa para um lado, o outro acha ruim. E não dá para negar o fato de que o grosso da imprensa embarcou na onda do impeachment, tornando-se em parte responsável pelo desastre do governo Temer.

Ou meio vazio

Embora mais preservados, ou menos desgastados, os militares não exibem apoio popular suficiente para uma volta ao governo. Somando os 43% que dizem na pesquisa confiar só um pouco aos 15% que não confiam nada, chega-se à maioria de 58% de brasileiros com alguma desconfiança em relação às Forças Armadas. No frigir dos ovos, os militares não gozam da confiança da maioria da população.

Lista maior

A lista de mulheres mineiras na disputa de cargos majoritários é reforçada por outro partido de esquerda, o PCdoB, que lançou a deputada Jô Moraes ao Senado. O PT também pode engrossar o mulherio com Dilma Rousseff, em princípio pré-candidata em Minas e ao Senado.

Peça que falta

Dois deputados do grupo do senador Anastasia disseram ontem que a definição da chapa tucana estaria dependendo apenas de uma posição do deputado Rodrigo Pacheco, do DEM. O democrata se lançou para o governo, mas tem sido assediado para desistir em favor de Anastasia. Conforme a sua decisão, a chapa tucana terá um arranjo.

A cor da camisa

A camisa amarela da seleção brasileira já foi estigmatizada pelo uso em manifestações políticas. Hoje, inspira mais vergonha do que orgulho na maioria dos torcedores. Se a birra não passar, o jeito vai ser a CBF mudar a camisa, adotando outra cor da bandeira nacional: o azul ou o verde.

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