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Raquel Faria

De volta a 2014

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PUBLICADO EM Fri May 11 03:00:00 BRT 2018

De volta a 2014

Circula entre oposicionistas uma nova pesquisa estadual apontando uma disputa embolada e polarizada entre Pimentel e Anastasia, que aparecem nos primeiros lugares com uma distância a separá-los de apenas quatro pontos percentuais, configurando um quadro de empate técnico apesar da vantagem numérica para o senador tucano. Muito atrás, quase 10 pontos abaixo, estão os demais candidatos ao governo. É mais uma pesquisa a indicar uma tendência de confronto nas urnas entre as gestões petista e tucana, numa reedição ou revanche da disputa entre PT e PSDB na eleição de 2014.

Cartas na mesa

A adesão do SD e DEM ao PSDB em Minas está amarrada aos acertos que Geraldo Alckmin vem articulando para a sua campanha presidencial. No caso do SD, a proposta na mesa é a retirada da candidatura de Aldo Rebelo, que então disputaria o Senado por São Paulo ou aguardaria função num eventual governo tucano. O acerto com o DEM anda mais complicado, mas também envolve acomodação de um presidenciável sem chances: Rodrigo Maia, que ganharia apoio para disputar o governo ou o Senado no Rio.

Tolerância dez

O maior rigor da Justiça em relação aos políticos não se nota no tratamento aos membros do próprio judiciário. O CNJ acaba de absolver, da acusação de aumento incompatível de patrimônio, um desembargador que, em 2013, renunciou à presidência do TJPR e foi afastado por dois anos por suspeita de venda de sentença. Pouco antes, o conselho havia decidido aposentar, como se isso fosse castigo, um juiz envolvido com jogos de azar. A tolerância tem sido marca registrada do CNJ desde a sua instalação em 2005.

Problema maior

O combate à corrupção melhora a gestão, mas seu impacto financeiro é menor do que se pensa. É o que mostra a Petrobras. A empresa declarou perdas com a roubalheira interna de R$ 6,1 bilhões – valor menor do que ela lucrou apenas neste trimestre. Ainda que fosse o dobro ou triplo, o rombo seria suportável diante dos lucros com a alta do petróleo, que podem passar de 20 bilhões neste ano. O balanço comprova: o que quebrou a Petrobras em 2016 não foi a corrupção e sim a cotação do petróleo, então na metade. No mercado das commodities, é o que faz toda diferença. E torna tudo instável. A gangorra de preços é um problema para a Petrobras muito maior que a corrupção.

Sem combustível

Segundo um profissional de marketing com mais 300 eleições na carreira, as campanhas não andam por falta do combustível que as movem: dinheiro. “Todos só sabem fazer campanha com dinheiro”, diz o marqueteiro. E hoje só têm recursos os candidatos muito ricos, que podem se autofinanciar, e os caciques com acesso aos fundos de grandes partidos.

Tucano investe

Da sua parte, o PSDB torce pela polarização. De fato os tucanos investem nisso, usando pesquisas para defender a união oposicionista em torno de Anastasia já no primeiro turno. A candidatura única hoje seria improvável diante da obstinação de Marcio Lacerda, que insiste em disputar pelo PSB, convicto de que a polarização é reversível e há espaço para uma terceira via. Mas o cerco tucano segue afastando outros dois: Dinis Pinheiro (SD) e Rodrigo Pacheco (DEM), ambos cada vez menos candidatos.

Fim das ilusões

A nova derrota no STF aniquilou as expectativas de uma libertação de Lula por meio de recursos jurídicos. E acordou os lulistas para a realidade nua e crua: o ex-presidente não deixará a cela antes das eleições, provavelmente nem mesmo depois delas. A perspectiva real é de que ele cumpra a pena prevista. Daí o PT já falar em indulto. Lula só sai com um jeitinho criado especialmente para ele. Ou talvez no bojo de uma convulsão social.

FOTO: Edy Fernandes

Walmir Pinheiro de Faria e Joel Queiroz.

Campanha sumiu

A menos de cinco meses da eleição, as campanhas não decolam. São raros os eventos ou ações de vulto. A maioria dos candidatos se limita a reuniões com pequenos grupos e alguma presença na mídia ou redes sociais. Quase nenhum tem marqueteiro contratado ou estrutura montada para propaganda. Em 2016, a campanha já foi tardia e muito fraca. Neste ano parece pior.

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