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Raquel Faria

Real na sinuca

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PUBLICADO EM Wed May 16 03:00:00 BRT 2018

Real na sinuca

O dólar batia nos R$ 4 para turismo ontem quando o Banco Central (BC) iniciou reunião para definir os seus juros. A decisão a ser anunciada até as 18h de hoje já pode ser considerada a mais delicada nos últimos dois anos. O mercado interno que demora a se recuperar pede o estímulo monetário de mais um corte na taxa. Mas o mercado externo, carregado de ameaças de turbulências, aumentou sobremaneira os riscos desse movimento de baixa; o frenesi no câmbio já indica isso. O guardião do real está agora numa sinuca. Se decide olhando para fora, mantendo a Selic, o BC sacrifica a já tênue retomada econômica no país. Se mira para dentro e corta a taxa, pode não sustentar a medida e ter que voltar logo à frente se o cenário externo se agravar.

Risco de desastre

Uma nova queda de juros, se ocorrer, irá tirar atratividade das aplicações financeiras no país. O que pode estimular a saída de capitais estrangeiros e acentuar a desvalorização do real, forçando o BC a aumentar os juros mais à frente para segurar a moeda, num recuo desastroso para a sua reputação. Esse é um cenário plausível, embora indesejável. O BC poderia ter cortado mais os juros antes, quando o dólar estava parado. Mas hesitou. Agora, a chance já pode ter passado. O caso argentino ensina que nos dias de hoje está bem mais difícil defender uma moeda nacional.

Encolhendo

O crescimento do PIB brasileiro diminui dramaticamente nas projeções dos grandes bancos. O Bradesco, por exemplo, já reduziu de 3% para 2% a taxa de expansão prevista para 2018. É um terço a menos de crescimento.

Enfim, juntos

MDB e PSDB aprofundam suas conversações em Minas. O colóquio entre integrantes dos dois partidos tem sido constante desde a campanha de 2016, quando a ala emedebista de Antônio Andrade apoiou o tucano João Leite na eleição de BH. Mas, agora, pela primeira vez, discute-se concretamente uma aliança eleitoral para 2018. Cogita-se inclusive a participação do MDB na chapa do PSDB, com a indicação do vice de Anastasia.

Com quem será?

A possível entrada do MDB no palanque tucano coloca em cena um novo e forte concorrente à vice de Anastasia: o ex-prefeito Bruno Siqueira, de Juiz de Fora. Como opção circula o nome do deputado Leonardo Quintão. Os emedebistas chegariam com força para ganhar a vaga. Além do poderio do MDB, dono do 2º maior tempo de TV, um vice emedebista ofereceria uma saída política para o impasse atual em torno da vaga, disputada pelo PSD, de Marcos Montes, e pelo SD, de Dinis Pinheiro.

Aposta no melhor

Até o início da reunião a expectativa geral era de um corte de 0,25%, com a Selic caindo a 6,25%. Se for mesmo nessa direção, o BC estará endossando uma avaliação benigna do cenário externo, apostando no melhor horizonte, qual seja, o de que a subida dos juros nos EUA a partir de junho não provocará tanta instabilidade cambial no mundo ou que seus impactos não serão tão fortes no Brasil. Em suma, um corte de juros hoje significará que o BC não vê maior risco para o real, confiante de que a moeda está protegida por reservas de mais de US$ 380 bilhões. Mas, é uma aposta e tanto.

FOTO: Anna Castelo Branco/Rede Fotonovela/divulgação

Helton Andrade, Fábio Saciotto e Marcelo Illinois

Jogo aberto

Em Ipatinga, que tem eleição suplementar para prefeito no próximo dia 3, pesquisas qualitativas com grupos de discussão apontam rejeição e desgaste das candidaturas que representam os dois maiores grupos políticos locais: Nardyello Rocha, do MDB, e Lene Teixeira, do PT. O que abre chances de crescimento e dá novas esperanças aos outros concorrentes na disputa: Wanderson Gandra (PSC), Sávio Tarso (PDT) e Daniel Cristiano (Psol). 

Virada do MDB

Um eventual acordo MDB-PSDB parte da premissa de que seus signatários têm poder para sustentá-lo em suas legendas. Andrade e seu grupo se sentem fortalecidos após a crise no relacionamento entre o governador Pimentel e Adalclever Lopes, que liderava os governistas no MDB. Agora os emedebistas pró-PSDB estão confiantes de que irão aprovar o apoio a Anastasia na convenção emedebista, promovendo uma virada de 180 graus no partido, até outro dia o principal aliado do PT mineiro.

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