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Sabores do Mundo

Comer, ler, viajar

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PUBLICADO EM 09/05/15 - 14h45

Uma das boas coisas para se trazer de viagens são livros sobre a gastronomia e a cultura local. Muita coisa se compra hoje pela “Amazon”. É cômodo, o preço é bom, e o livro é recebido em casa sem o desconforto de ter que trazê-lo na mala, especialmente se for um “coffee table book” com peso que chega a dois ou três quilos. Mas, como nem todos estão disponíveis na internet, e compra contextualizada no restaurante traz felicidade a quem não se incomoda em carregar peso pela memória dos prazeres locais.

Um ótimo lançamento é o livro “Chia” que faz uma boa dobradinha com o outro sobre “Quinoa”, ambos editados pela empresa Organic Sierra e Selva. Além de projeto gráfico impecável, foco na história e propriedades nutricionais dos grãos, os livros trazem receitas de chefs peruanos, como Rafael Osterling (Rafael, El Mercado), Virgilio Martínez (Central) e Pedro Miguel Schiaffino (Ámaz), mostrando que sua utilização gastronômica vai além do suco verde.

Alguns ótimos chefs publicam livros de equipe que levam seu nome a uma escala enciclopédica como o também peruano Gastón Acurio, o italiano radicado em Nova York Mario Batali – em livros que abordam até viagens gastronômicas feitas no interior da Europa com a atriz Gwyneth Paltrow –, e o francês Alain Ducasse, que tem uma publicação para cada estilo de cozinha e estado de espírito.

A ótima revista trimestral “Kinfolk”, editada por Nathan Williams, em Portland, em Oregon, nos Estados Unidos, marca pontos com uma linha editorial original, abordando pessoas em busca de um estilo de vida individualizado, crítico, equilibrado entre prazeres, saúde, trabalho, criatividade e pouco stress.

Seu ótimo livro “Kinfolk Table” traz dezenas de receitas, textos e fotos com profissionais de áreas diversas de Portland, do Brooklyn (NYC), do “Countryside” inglês e de Conpenhagen.

Bastidores

Os melhores livros são os que fogem da linha de alta cozinha dos restaurantes e abordam a comida dos funcionários e a rotina normal de toda casa antes de ela abrir para o público, onde os cozinheiros preparam a refeição para a equipe. São várias as boas publicações sobre o tema com destaque para o ótimo e nada laboratorial e molecular “La Comida de La Família” de Ferran Adriá, com clássicos da cozinha catalã feitos com simplicidade e maestria.

Há também livros quase acadêmicos como “Gilberto Freire e as Aventuras do Paladar”, uma preciosidade com uma tiragem pequena de mil exemplares editados pela Fundação Gilberto Freire. Há ainda os livros que abordam amadores que cozinhavam bem, como “À Mesa com Burle Marx” e “Vinícius de Moraes: Pois Sou um Bom Cozinheiro”, e outros que falam sobre a gastronomia na literatura como nas obras de Monteiro Lobato ou Proust e, ainda, os que trazem coletâneas de artigos de revistas como a “The New Yorker: Book of Food and Drink”.
 

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