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Vittorio Medioli

Obstáculos à independência

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PUBLICADO EM 18/02/18 - 04h30

Ensinou o sábio: “Um fator imprescindível para se alcançarem grandes realizações, e até milagres, é o desapego absoluto, aquele que preserva a lucidez e permite o fluir do potencial divino no indivíduo”.

Sintetiza-se no mantra: “Seja feita a Vossa, e não a minha vontade”, já que o discernimento divino é muito superior ao saber do indivíduo.

O aspirante ao sucesso deve estar incessantemente em guarda contra a mínima falsidade de pensamento, incorreção de dedução e erro na conclusão. Sua mente não deve acolher nem hospedar nenhuma lama mental, deve ao contrário ser clara, transparente e cristalina, em sintonia com a verdade. Por isso, é aconselhável a abstinência de substâncias tóxicas, impuras e de vícios. Se cultivar o amor ao próximo, melhor ainda.

Embora possa passar por um breve hiato de aparente sucesso, o mentiroso terá como fim a desgraça. A natureza é justa, invencível, e o homem não escapa do que é maior de quanto ele seja. Mesmo com o livre-arbítrio, qualquer um é súdito de uma força onipresente e reguladora.

Disse o Mestre: “O reino de Deus está em vós”. Isso casa com a teoria budista de que o destino da individualidade reencarnante, do “peregrino das estrelas”, é conquistar a elevação divina depois do Nirvana, e mais além rumo às galáxias (quem se interessar pelo assunto leia “O Sistema Solar”, de Arthur Powell).

Não precisa de uma sibila cumana para entender que falsidades e mentiras deliberadas arrasam o âmago da mente, intoxicam a máquina pensante, confundem a central de elaboração de decisões, como um vírus no computador.

Provocam inconstâncias, como areia e brita nas engrenagens de um mecanismo. Os erros nas decisões do mentiroso aparecem sem se anunciar. O “pecador” é contumaz em destruir seus resultados.

O sábio não mente e procura não disseminar maldades, crueldades, humilhações e sofrimentos. Exerce a justiça com compaixão.

A mentira já pode ser detectada por um computador, e os serviços de inteligência se valem disso na análise dos líderes políticos, diagnosticando e prevendo seus êxitos. Quanto mais falsidade, mais evidente o rumo que tomarão. Enfim, o “pecador” planta em sua vida o fracasso e encurta sua chegada.

Grandes personalidades da história se perderam, e perderam suas conquistas quando deixaram de ser adeptos da verdade e coerentes com ela. Quando enveredaram para o alcance de interesses apenas pessoais. Esqueceram e passaram a trair a missão de servir a seu povo, tornando-se insensíveis à dor que impunham às pessoas. Piores foram aqueles que aderiram à crueldade para subjugar.

Neste momento de conturbação generalizada em nosso país, nota-se que a mentira toma conta das elites, de quem manda no Estado e nos negócios. Mais mentiras e mais fracassos.

Perderam-se as condições de se acreditar nas palavras de quase todos os líderes nacionais.

Um cego conduzindo outro levará todos ao precipício. A ele chegamos.

Sente-se a falta daqueles que, desde os primeiros momentos de vida, poderiam ter sido educados para se tornar soberanos de si mesmos, possuindo assim a compreensão da política e de seus meandros.

Ganância, inveja e ódio, sem consciência de solidariedade, sem amor para com a própria espécie ou preocupação com a juventude, pena dos idosos. Isso é o que se assiste.

Vem a calhar o ditado: “Entregue o poder a um homem, e você saberá o que ele é e o que vale”.

Podemos assim deduzir que o valor dos que governaram é proporcional ao fracasso que sofremos no Brasil, seus milhões de desempregados, seus trilhões de dívidas, suas décadas perdidas, a educação relegada a um segundo plano, a saúde tomada de assalto pelos corruptos.

Nos protocolos desse malogro nacional desponta “impedir o surgimento de personalidades independentes”, como sempre rezaram os poderosos para se perpetuarem. Por isso, o Congresso, controlado pelos responsáveis pelo fracasso nacional, usufrutuários da ignorância, decidiu vetar candidaturas independentes.

O poder tem que passar por eles. Eles são o poder perverso que assola a nação? Até quando? 

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