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MÚSICA

Amor pelo ‘Brasile’

Stefano Bollani chega a capital mineira para show que lança o álbum "Que Bom", gravado com parceiros de renome na música brasileira

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Bollani: “A energia de vocês, brasileiros, é vulcânica”
PUBLICADO EM 10/08/18 - 11h27

O pianista e compositor italiano Stefano Bollani teve seu primeiro contato com a música brasileira de uma maneira um tanto inusual: ainda adolescente, após o encerramento da programação de sua emissora de TV preferida, ele permanecia em frente ao aparelho ligado, de modo a apreciar as músicas que o canal reproduzia madrugada afora. 

Foi assim que se inebriou com a execução do icônico disco “Getz/Gilberto”, lançado por Stan Getz e João Gilberto em 1964, com participação de Tom Jobim ao piano e da cantora Astrud Gilberto. “A emissora tocava sempre o mesmo disco. Ouvi muitas vezes e, assim, me enamorei pela música brasileira”, rememora ele que, já como músico profissional, tratou de fazer ecoar essa admiração em seu trabalho.

Em 2007, veio o disco “Carioca”, com as participações de Monica Salmaso e Zé Renato. Atualmente contabilizando 45 anos e dono de um português perfeito, o milanês volta ao país que tem lugar cativo em seu coração para lançar o álbum “Que Bom” (Alobar/Biscoito Fino), cujo repertório será apresentado na capital mineira na quarta-feira (15), em show no Cine Theatro Brasil Vallourec.

Gravado no Rio, o CD reforça os laços transnacionais almejados por Bollani ao contar com um time de feras, como Caetano Veloso, João Bosco, Hamilton de Holanda e Jaques Morelenbaum. A banda que o acompanhou no registro é formada por Armando Marçal (percussão), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria) e Thiago da Serrinha (percussão) – que, detalhe, também virá a BH.

Sobre seus convidados – que não estarão no show por questão de agenda –, ele é só elogios. “Holanda, já conheço há quase dez anos. É um gênio total. Se não tocasse nada e só falasse, já seria um gênio. Hoje, nossa relação é quase telepática, e por isso pedi a ele para tocar na faixa ‘Ho Perduto Il Mio Pappagallino’”, avisa. Já sobre João Bosco,Bollani confessa que a música “Nação” (1982), que estourou na voz de Clara Nunes, sempre marcou presença em se rol de preferidas, motivo pelo qual quis tê-la no CD. “E gosto muito da energia dele”, diz, referindo-se ao mineiro. 

Caetano Veloso, por seu turno, participa da faixa “Michelangelo Antonioni”, que, como o nome indica, homenageia um dos baluartes do cinema italiano, falecido em 2007. “Encontrei Caetano pela primeira vez no Umbria Jazz Festival, e depois, em várias outras ocasiões. Sempre pensamos em fazer algo em conjunto. Ele tem uma voz maravilhosa, e canta muito bem em italiano! Poderia cantar os nomes de um catálogo telefônico que eu seria feliz. E me fez essa proposta de cantar a composição que fez para Antonioni, com quem chegou a se encontrar”, lembra.

O baiano também canta a faixa “La Nebbia a Napoli”, de Bollani. Morelenbaum comparece em “Il Gabbiano Ischitano”, que alude a Ischia, ilha da região da Campania. 

Além da música, Bollani é um apaixonado pelas paisagens brasileiras. “Estive com minha mulher na Chapada Diamantina e foi uma experiência in-crí-vel. Também adoro o Rio. Ah, sim, e tem uma energia que parece com a de Nápoles, uma energia vulcânica, essa é a minha impressão”. E a língua também o cooptou. “Nunca estudei o português, aprendi a falar com os músicos”.

 

Stefano Bollani

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Quarta (15), às 19h. A partir de R$ 60 (inteira).

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