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MÚSICA

Angela Ro Ro com humor e amor

Projeto Uma Voz, Um Instrumento apresenta Angela Ro Ro em show que repassa os sucesso de toda carreira, na próxima sexta-feira (13)

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Ro Ro: a artista convoca o público a “esquecer os males do mundo” durante o seu show. E afiança: “Dá para fazer humor sem encher o saco com política! Aliás, a sátira política não é meu melhor humor, caio mais para o lado ridículo do ser humano”
PUBLICADO EM 07/07/18 - 03h00

Nem bem atende ao telefonema, Angela Ro Ro já pede licença. “Vou dar uma pigarreada ali! E melhor que seja longe do seu ouvido”, ri. Pigarro dado, ela retorna para revelar o que a traz de volta à capital mineira: a cantora e compositora encerra a edição 2018 do projeto “Uma Voz, Um Instrumento”, na próxima sexta (13), no Centro Cultural Minas Tênis Clube. O espetáculo explicita, em seu título, para que lado aponta a bússola da carioca, hoje com 68 anos: “Amor & Humor – Um Show de Sucessos”.

“Estou voltando à cidade na qual, poucos sabem, tive a certeza de que seguiria na música: foi na (extinta) Jambalaya, não sei se as pessoas, hoje, ainda vão se lembrar do lugar. Olha, muita gente bacana tocava lá – não sei se todos ficaram conhecidos, mas foi ali, nos 70, que, meio que de brincadeira, subi ao palco”.

Passados bem mais de 30 anos, Ro Ro firmou seu nome nas páginas da MPB por meio de hits como “Amor, Meu Grande Amor”, “Tola Foi Você”, “Amar ou Sofrer”, “Só Nos Resta Viver”. “Graças a Deus, tenho uma boa meia dúzia de sucessos populares”, diz, modesta. E são exatamente esses que ela coloca em repasse em BH, ao lado de releituras, como a de “Ne Me Quitte Pas”, de Jacques Brel – “que todo mundo já gravou, desde Maysa”.

Mas tem mais. “Caetano Veloso, um pouco de jazz com um Cole Porter suingado, pois o pessoal sempre gosta de um clássico que reconhece pela voz de (Frank) Sinatra, um pouco do meu mais recente CD, ‘Selvagem’, de repente um Tom Jobim, um João Donato”. De Caetano, a escolha recai, claro, para “Escândalo”, composta para ela. “É muito contundente, tem um impacto grande até hoje”, avalia. 

Escudeiro

No palco, Ro Ro estará na boa companhia de Ricardo Mac Cord. “Meu maestrinho, arranjador, parceiro, responsável por esse disco, ‘Selvagem’”. Lançado pela Biscoito Fino, o CD traz 11 faixas. “Tem de tudo, xaxado, rock, blues. E fiz um samba (“Maria da Penha”) defendendo a lei. É um tema para o qual levei humor, pois é trágico. O disco é todo autoral, na realidade, tenho muita coisa comigo e umas quatro com o Mac”, elucida.

No entanto, Ro Ro também ressalta a participação do público. “Sempre tenho plateias amigas, que cooperam pra caramba”.

A todos esses ingredientes, vale somar as palavras que compõem o título: amor e humor. “É literalmente isso. Quando você pensa que a coisa pode ficar dramática, largo humor em cima. Quando está muito engraçadinha, um drama. E invento, improviso... Graças a Deus, tenho essa capacidade, de criar piadas, uma eloquência. E alguma coisa a gente já prepara antes. O curioso é que parte do público acha que tudo o que a gente canta é derivado da vida pessoal – mas acho isso uma delícia! Agora, deixo no patamar da dúvida”, diverte-se.

Indagada sobre sua agenda, ela rebate: “Não sou tão chique assim! Não tenho uma turnê com mapinha. Vou humildemente onde eu mesma procuro ou onde chamam a gente. E também faço palestras-shows, com piano. Aliás, você pode colocar meu e-mail?”, pergunta, antes de dá-lo: angelaroro.musica@gmail.com.

Ah, sim. A diva adianta que pretende lançar uma biografia. “Deve sair ano que vem, mas, veja, sou filha de mineira com baiano. Trago a desconfiança sensata de Minas com a preguiça – que a Bahia me perdoe a brincadeira – baiana”, gargalha. Enquanto o livro não vem, Ro Ro ressalta o fato de estar viva – e bem de saúde. “Já é uma dádiva! Hoje, sou mais pra alegre, apesar de ser chorona – vez ou outra dou uma pingadinha, ainda mais nessa virada de Câncer para Leão, que pra mim é danada”. 

A antiga “moça sem recato” diz estar, hoje, caseira. “Fico quieta no meu canto. Já esquentei muita cadeira de botequim. Hoje, gosto é de caminhar, até porque, moro perto da orla. E estou sempre amando: a vida, as pessoas”.

Angela Ro Ro
Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244). Dia 13 (sexta), às 21h. R$ 25 (inteira).

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