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Em boa forma, Black Sabbath honra legado em show na esplanada do Mineirão

Banda encerrou turnê brasileira em Belo Horizonte, nesta terça (15), com apresentação de duas horas para público estimado em 20 mil pessoas

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Ozzy Osbourne durante show em Belo Horizonte
PUBLICADO EM 16/10/13 - 13h28
Ver o Black Sabbath ao vivo , com sua formação clássica e original, é como ir a Paris e ver a Torre Eiffel. Você passou a sua vida inteira ciente da grandiosidade daquilo tudo, mas o impacto de ver aquele símbolo diante de seus olhos faz parecer que você está descobrindo a grandiosidade naquele exato momento, tornando o símbolo ainda mais poderoso.
A reunião dos membros originais já bastaria para causar este impacto, mas outros fatores deram ainda mais força à noite desta última terça (15) na esplanada do Mineirão. Ter a banda tocando no quintal de casa foi a primeira delas - apesar do show de Belo Horizonte ter sido confirmado tardiamente, três meses depois do anúncio da turnê nacional, o que levou muitos fãs mineiros ao Rio e a São Paulo. Ver nomes de peso da música mundial na cidade é uma realidade ainda recente, o que não deixa ser empolgante.
A segunda foi a excelente performance da banda, uma constante na turnê sul-americana. Em uma época em que tantas bandas armam reuniões, tornando o gesto por vezes duvidoso, é notável perceber que os sessentões do Sabbath, sejam quais forem as suas razões para a reunião, são capazes de fazer um show à altura do legado da banda. Ozzy, cuja dicção chega a ser um pouco confusa enquanto fala, em função das sequelas do uso de drogas, muda completamente quando abre a boca para cantar. Sua voz foi quase nada prejudicada pelo tempo. Além disso, é um show man dedicado, que incita a plateia a fazer barulho, bater palmas e pular - e que também diz seguidas vezes "God bless you" ("Deus os abençoe"), apesar do título de príncipe das trevas.
O guitarrista Tony Iommi, que passa por um tratamento contra um linfoma (câncer no sistema linfático), continua sem nenhum tipo de afetação e de pose no palco, o que valoriza ainda mais sua performance. Geezer Butler também teve seu momento de destaque com um solo emendado em "N.I.B"
E mesmo se a banda não estivesse 100%, ainda restariam os clássicos para sustentar o show. "War Pigs", primeira da noite, e "Black Sabbath" tiveram resposta enérgica do público. "Iron Man" já conseguiria sozinha enlouquecer os fãs, mas foi potencializada por um longo solo do baterista Tommy Cufletos - substituto de Bill Ward, o único membro original que não participa da turnê de reunião. Outro clássico de Ozzy e cia., "Paranoid" encerrou o show. No público, uma fã chorava emocionada. A cena, perdida em meio à multidão de 20 mil pessoas e inimaginável em um público de heavy metal, é uma prova de que o show que encerrou a turnê do Sabbath no Brasil passou longe de ser um show qualquer.    
 
Falhas O ponto negativo da noite ficou por conta das longas filas para os banheiros e a falta de higienização dos mesmos, assim como a falta de bebidas. Em determinado momento, alguns bares já não tinham mais cerveja, refrigerante e água disponíveis.     

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