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ARTES CÊNICAS

Tendo a delicadeza como norte

Espetáculo “O Palhaço e a Bailarina” à capital mineira para única apresentação neste domingo (10)

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Lázaro e Kiara em cena: um musical para todas as idades
PUBLICADO EM 09/06/18 - 03h00

Protagonista de montagens brasileiras de musicais de sucesso na Broadway, como “O Fantasma da Ópera”, a atriz Kiara Sasso diverte-se: “Eu nem sabia que era uma mente criativa”. A fala encaixa-se no momento em que, ao Pampulha, ela lembrava o momento em que recebeu do colega, Lázaro Menezes, o convite para, juntos, desenvolverem um musical voltado ao público infantojuvenil. “Ele falou: ‘Vamos juntar nossa criatividade”.

Ela assentiu ao convite e o resultado – o espetáculo “O Palhaço e a Bailarina” – chega agora à capital mineira, para única apresentação neste domingo (10), às 17h, no Cine Theatro Brasil Vallourec. Em cena, ela dá vida à bailarina Anabel, que se apaixona pelo palhaço vivido por Lázaro. Os dois trabalham em um circo comandado por mão de ferro por Tombo, um ex-domador de leões interpretado pelo terceiro ator em cena, Blota Filho. Um dia, o patrão perde dinheiro e parte do circo em um jogo de cartas. Falido, vê-se obrigado a demitir sua trupe – porém, apaixonado que é por Anabel, resolve não só mantê-la, como deixá-la acorrentada a uma enorme “caixinha” de música. Nas ruas, o Palhaço tenta sobreviver de sua arte, até decidir partir em busca de sua paixão.

Kiara conta que, ainda no processo de construção da dramaturgia, ela e Lázaro embrenharam-se no afã de descobrir o porquê da tradição da figura de uma bailarina presa em uma caixa de música. “De verdade, não achamos”, rememora ela, acrescentando que os dois literalmente partiram do zero para a concepção da montagem. “O Lázaro idealizou o cenário, eu me incumbi dos figurinos, do visagismo. Desenvolvemos o roteiro, compusemos as músicas... Enfim, o projeto inteiro veio de nossas almas”, salienta. 

E embora tenha sido pensado para crianças, Kiara revela que, no meio do caminho, acabou descobrindo que o resultado agradava a todas as faixas etárias. “Mesmo”, diz, colocando ênfase na dicção. “Os adultos se envolvem, nos procuram para tirar fotos após a sessão...”

A boa recepção, Kiara credita não só ao apuro na concepção como ao fato de o texto tentar respeitar a inteligência do público. “Eu percebo que muitos espetáculos que estão por aí acabam ficando muito didáticos ao optarem por temas como falar de reciclagem. No caso de ‘A Bailarina’, o ensinamento provém da história, que, acredito, está bem alinhavada, amarrada. E os personagens são muito reais”.

Ela acrescenta que há um “ponto mágico” na montagem, quando a caixa a que Anabel está presa se abre e a atriz é içada. “Também é muito bacana ter seis músicos em cena”. Depois de três temporadas em São Paulo (a peça estreou em fevereiro de 2016), o espetáculo vem cumprindo agenda Brasil afora e, em breve, deve ganhar a versão livro. 

O Palhaço e a Bailarina
Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315). Neste domingo (10), às 17h. R$ 50 (inteira). 

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