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MÚSICA

Viagem pelo som do Clube

Ana Cañas, Cláudio Venturini e Telo Borges formam trio para repassar o repertório de clássicos mineiros no palco do CCMTC

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Ana Cañas terá a companhia de Cláudio Venturini e Telo Borges no palco
PUBLICADO EM 09/06/18 - 03h00

Sincera até a medula, a cantora Ana Cañas recorre à hashtag #euconfesso ao ser indagada sobre sua relação com o Clube da Esquina. “Fui começar a ouvir Milton Nascimento já na adolescência, mas juntamente a outros titãs da música brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Chico Buarque, Gal Costa, Elis Regina e tantos outros”, rememora a moça, de 37 anos.

“Então, cheguei ao Clube depois de ouvir a obra de Milton – e por causa dele”, pontua. O importante é que, ao se conectar com a música defendida por Bituca, Fernando Brant, Beto Guedes, Lô e Márcio Borges, entre vários outros, a paulistana sucumbiu à riqueza melódica e ao magnetismo das letras. A ponto de ser convidada a subir ao palco e soltar a voz em um espetáculo-homenagem ao movimento que projetou ainda mais Minas no cenário artístico internacional. Em “Visitando o Clube”, que terá única apresentação na próxima quinta-feira (14), no Centro Cultural Minas Tênis Clube, Ana divide as honras com dois expoentes da boa música mineira: Telo Borges e Claudio Venturini. 

A iniciativa insere-se no projeto “Uma Voz, Um Instrumento”, gestado pelo produtor Pedrinho Alves Madeira, que, na abertura da versão 2018, recebeu Ed Motta. Apesar do título e da proposta, o repertório do show abarca, ainda, músicas que não são propriamente originárias do movimento, mas que estão atavicamente atreladas a ele. 

Assim, entram em cena pérolas como “Paula e Bebeto”, “Fé Cega, Faca Amolada”, “O Que Foi Feito Devera”, “O Trem Azul”, “Tristesse”, “Vento de Maio”, “Todo Azul do Mar”, “Voa Bicho” e “Nada Será Como Antes”, para citar algumas.

Indagada se detecta alguma interlocução entre seu trabalho e a música do Clube, Ana Cañas nem titubeia: “Sinto a força da melodia suprema, acima de tudo. E, para uma cantora/compositora, mas também intérprete, é um presente imenso da vida poder cantar canções que vão tão fundo na alma”, exclama. “Além das letras, todas geniais”, arremata. 

Não por outro motivo, ela se esquiva em citar uma música de sua preferência. “Acho impossível (escolher uma só). Todas que escolhi para cantar no show me emocionam profundamente – aliás, meu critério de escolha foi exatamente esse: o coração, incluindo, aí, ‘Clube da Esquina 2’, ‘Um Girassol da Cor do Seu Cabelo’, ‘Para Lennon e McCartney’, ‘San Vicente’, ‘O Que Foi Feito Devera’ e ‘O Trem Azul’, por exemplo. Músicas que transcendem tudo, aquelas na transversal da existência mesmo, que chegam rasgando e tirando o chão. Aquelas que te fazem chorar”, reforça.

Ana Cañas lembra que a proposta inicial do projeto era fazer uma apresentação no formato “voz e violões”, ou seja, de cunho mais intimista. “Eu adoro e lembro que o repertório está recheado das canções conhecidas, mas também contempla alguns lados B”. Razão pela qual ela vaticina. “Acho que os fãs do Clube da Esquina vão ficar emocionados com as escolhas – e nós também!”.

Visitando o Clube
Ana Cañas, Cláudio Venturini e Telo Borges. 
Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes – 3516-1360). Dia 14 (quinta), às 21h. R$ 25 (inteira), à venda na bilheteria do teatro e pelo site eventim.com.br.

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