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MÚSICA

BH, o laboratório de Menescal 

Músico carioca aterriza na capital para apresentar o disco "Mr. Bossa Nova" junto ao Quarteto do Rio, o álbum conta com composições inéditas

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Show traz versões de “O Barquinho”, “Nós e o Mar”, “Bye Bye Brasil”, “O Rio” e inéditas
PUBLICADO EM 18/11/17 - 03h00

 

Um dos pais da Bossa Nova, Roberto Menescal tem vasta produção musical e, aos 80 anos, está longe de demonstrar cansaço: entre o final de setembro e o início de novembro, lançou três novos trabalhos, que integram uma discografia extensa (são quase 40 discos gravados, entre CDs e DVDs ao vivo e parcerias). E com muito ainda por fazer, é para lançar um novo trabalho, com o Quarteto do Rio – que inclui inéditas e clássicos –, que Menescal vem a Belo Horizonte, no próximo sábado (25), onde apresenta o disco “Mr. Bossa Nova”.

Se o nome Quarteto do Rio não soa familiar ao leitor, vale contextualizar: os membros, com exceção do recém-integrado Leandro Freixo (voz e teclados), são remanescentes do grupo vocal e instrumental Os Cariocas, que faz parte da fauna do cancioneiro tupuniquim. São eles Elói Vicente (voz e violão), Neil Teixeira (baixo e voz) e Fabio Luna (voz e bateria), que adotaram o novo nome depois da morte d’ O Carioca Severino de Araújo Silva Filho (1928 – 2016).

Pelos caminhos do grupo, em cada novo trabalho, ali estava uma composição de Menescal. No disco de estreia do Quarteto do Rio, a ideia era ter vários convidados, entre eles o Mr. Bossa Nova. “Mas fizemos um show com o Roberto e rolou muito. Íamos fazer uma ou duas com ele, mas decidimos que merecia o disco inteiro”, lembra Elói. O novo projeto, que estreia em BH, é classificado por ele como “uma homenagem com participação do homenageado".

Produtividade plena

Mesmo conhecendo Menescal de longa data, Elói se surpreendeu com a entrega e produtividade do parceiro. “Pedimos algumas músicas, porque, além dos clássicos, queríamos algo novo. Ele mandou 12 canções!”, lembra, mencionando que desse montante foram selecionadas três. Com dez faixas, o grupo priorizou músicas que ainda não havia regravado, mas também reimprimiram versões de, por exemplo, “O Barquinho”. 

A disponibilidade de Menescal se credita a uma relação de respeito mútuo firmada ao longo dos anos. “Quando me convidaram para o projeto, disse que topava, antes mesmo de saber o que era”, comenta o músico, com bom humor. “Eles queriam que eu tocasse também, queriam o som da minha guitarra e acabei até cantando em duas canções...”, completa Menescal.

Com o tempo de amizade, a gravação acabou fluindo em uma única tarde. E por ter se entregado tanto ao trabalho, “tenho um carinho especial pelo registro, que assumi como nosso”, pontua. E, agora, que apareceu a oportunidade da estreia acontecer em Minas, “claro que topei participar!”, empolga-se Menescal. É que, para ele, Belo Horizonte é um bom laboratório para testar novos produtos e formatos: “O que funciona em BH, funciona em qualquer cidade do país”, explica.

Novidades

Além do álbum “Mr. Bossa Nova – Quarteto do Rio & Roberto Menescal”, o músico octogenário lança também “Bossa Nova Meets The Beatles”, em que revisa as músicas do quarteto de Liverpool, e “Abel Silva & Roberto Menescal – Encontro Inédito”, que celebra sua parceria com o “compositor das estrelas”. Em paralelo, ele ainda percorre o país com a turnê do show “Dia de Luz, Festa e Sol!”, em que comemora seus 80 anos, e que será apresentado em BH em dezembro.

Além de todos os projetos, Menescal está de olho em 2018. São pelo menos mais quatro sendo gestados. “Com a Fernandinha (Takai) vou produzir um disco dela cantando Tom (Jobim)”, adianta. Ele disparas elogios à mineira. “Ela tem um jeito meio Nara Leão, tenho certeza que ficará muito bem”, diz sobre o álbum “O Tom da Takai”. Com o grupo “Bossacucanova”, que tem como integrante seu filho Marcio Menescal, ele vai gravar “Blues Bossa”. “E com a Leila Pinheiro estou gravando um novo CD de músicas minhas”. Para fechar, “também vou fazer com ela e com o Rodrigo Santos (Barão Vermelho), um disco com músicas do Cazuza”.

Modesto, Menescal acredita que o assédio de artistas que o procuram para parcerias seja por conta de sua abertura, mas que nada tem a ver com a importância de seu nome na história da música brasileira. “Eu sempre gostei de fazer coisas a dois, de reunir pessoas... Tanto que, às vezes, até me enrolo! É muita coisa, demais!”, diz. De qualquer forma, o artista já se prepara para muito mais em 2018 que, afinal, marca os 60 anos da Bossa Nova.

 

 

Mr. Bossa Nova – Quarteto Rio e Roberto Menescal

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Dia 25 (sábado), às 21h. R$ 130 (inteira).

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