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ARTES VISUAIS

Dos intrincamentos da cerâmica 

Renato Morcatti traz suas obras para o CCBB na exposição "Pirajá"

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VISUAIS
Renato Morcatti inaugura a instalação “Pirajá, neste sábado (24), no CCBB
PUBLICADO EM 24/06/17 - 03h00

 

Ao partir da tradição da cerâmica nas artes mineiras para dizer de questões atemporais – e muito contemporâneas – sobre liberdade, opinião e posicionamento, Renato Morcatti indica: a abrangência e história de sua primeira mostra individual exigia grandiosidade.
 
“Pirajá”, como batizou a instalação, já passou por Brasília. Entre março e abril, a mostra pôde ser vista no Museu Nacional da República. Agora, neste sábado (24), deságua no CCBB-BH, marcando a estreia da individual do escultor e desenhista em sua terra natal.
 
Para chegar às dimensões que ambicionava, Morcatti criou, em três técnicas distintas, um conjunto de pequenos objetos cerâmicos. “Trabalhei a argila em suas várias fases. Para o entalhe, recorri ao barro mole. Na modelagem, algo mais espaço. E, para a fundição, argila líquida”, diz. Para a concepção das peças, o artista recorreu, ainda, à técnica Bizen, introduzida em Minas na década de 1970, pela ceramista japonesa Toshiko Ishii (1911– 2007).
 
A exposição, diga-se, é dividida em três eixos. “Entre”, com totens trancados em uma gaiola, “Nós”, molhos de chaves suspensos por um prego, e “Segredos”, que trazem as linhas de encaixe dessas chaves.
 
De Brasília para BH, Morcatti realizou pequenas mudanças na disposição da obra. “A preocupação era ocupar espacialmente o lugar, dialogando com a arquitetura local”, pontua. As peças do conjunto “Nós”, por exemplo, ficavam na parede e, agora, ficam em um suporte de aço. “Houve esse ajuste, mas o importante mesmo foi manter a ideia de suspensão”.
 
Enquanto trabalhava na instalação da mostra, Morcatti destacou ao Pampulha algumas características do seu trabalho. “Todo processo é manual, então você vai notar, literalmente, as minhas digitais nas peças, vai entender como eu lido com a escultura”, aponta.
 
Ele também indicou artistas que influenciaram sobremaneira sua trajetória. Na sua formação como artista, cita a juiz-forense Thais Helt e o belo-horizontino Marco Tulio Resende. De Sabará, Erli Fantini foi essencial para que Morcatti se descobrisse ceramista. “No ateliê dela, comecei a trabalhar com outras pessoas vindas de outras modalidades artísticas, que não tinham intimidade com a cerâmica”, lembra. “Foi aí que meu repertório foi se criando”, analisa.
 
O nome da mostra, diga-se, é particular à história do artista. “Pirajá” faz alusão ao bairro em que reside, na região Nordeste da capital, e onde, hoje, está o seu ateliê. A palavra também carrega o significado próximo ao de um coletivo de peixes.
 
Pirajá
Exposição de Renato Morcatti
CCBB-BH (praça da Liberdade, 450, Funcionários). Abertura neste sábado (24), às 10h. De quarta a segunda, das 9h às 21h. Até 28/8. Gratuito
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