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ARTES CÊNICAS

Encontro centrado na reflexão 

Solo “Coisas Boas Acontecem de Repente” da atriz e diretora Cynthia Paulino volta ao cartaz na Camapanha de Popularização

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TEATR
A atriz Cynthia Paulino foi motivada a produzir e dirigir seu primeiro solo, após contato com os escritos da cearense Karine Alexandrino
PUBLICADO EM 10/02/18 - 04h00

Não foi a primeira vez que a atriz e diretora Cynthia Paulino deparou-se com um texto da cantora cearense Karine Alexandrino. Há mais de uma década, o amigo e ator Gustavo Freitas já havia mostrado a ela algumas músicas da artista. Mas foi só em 2015 que Cynthia, de fato, conectou-se com esses escritos. “Comecei a acompanhá-la no Instagram (@mulhertombada) e lá ela escreve o que dá na cabeça, escancara as dificuldades da vida, o que significa ser uma cantora fora da indústria, questões pessoais”, comenta.

Cynthia, que há anos estava fora dos palcos (apenas agindo nos bastidores) sentiu, então, que havia chegado o momento do retorno. Nascia, assim, o embrião da peça “Coisas Boas Acontecem de Repente”, seu solo que será representado em BH dentro da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, entre os dias 15 e 19 de fevereiro (quinta a domingo). 
 
“No início, me deu um pouco de medo de atuar em um solo, mas já estava claro na minha mente que eu ia escrever, atuar e dirigir sozinha, porque o assunto pedia isso. Então, começou aquela ‘coceira’ e também tive coragem de adicionar textos meus e fiz uma miscelânea’, explica.
No palco, ela dá vida à anti-diva MamaCy, uma mulher que diz tudo o que lhe vem à cabeça e reflete sobre o poder do feminino, o tempo, a saudade do filho, seus poetas preferidos etc. Para quem já viu na estreia, no fim de 2016, nem tudo deve se repetir. “Tem um manifesto que eu faço e me propus a retrabalhá-lo a cada temporada. E é louco porque no Brasil de hoje cada dia é uma ‘porrada’ diferente”, comenta.
 
Criação
 
Segundo a atriz e diretora, o processo de criação foi complexo também por se tratar de seu primeiro solo. De toda forma, hoje, ela o enxerga como um momento de aprendizado. “Estar sozinho é difícil, porque eu adoro contracenar, gosto de estar com alguém. Por outro lado, foi uma época em que eu estava sem paciência e no processo de ensaio em equipe, geralmente todo mundo fica sensível. Então, foi bom ter esse momento comigo mesma. Para ser sincera, hoje, o problema é que não vejo mais outra coisa que não seja solo”, diz, aos risos. 
 
Mais importante que trabalhar sozinha, Cynthia observa que se redescobriu, também, ao ter tido coragem de se expor. “Sempre fiz dramaturgia em cima de obras prontas. Agora, tudo mudou”, comenta. “Foi interessante porque esse espetáculo me trouxe isso do feminismo também. Aos 47 anos, nunca tinha me nomeado feminista, mas prezo sim a igualdade. Hoje, é até difícil usar esse termo porque já atiram pedras. No fundo, temos que colocar mais amor nas coisas e o discurso da Karine é muito assim”, comenta. Durante todo o processo, Karine, aliás, esteve próxima de Cynthia: elas conversaram por mensagens e telefone – mas a cantora ainda não assistiu ao espetáculo.
O título da peça veio quando os ensaios já haviam começado: uma frase que o filho de Karine, Fausto, de 9 anos, disse a ela em momento de abatimento. Postada nas redes sociais da cantora, mexeu com Cynthia, assim como os outros escritos. “Os textos dela me tocam muito por ver a sinceridade: quando ela está triste, chateada, ela mostra, mas não se colocando para baixo. Não é uma lamúria: é um aprendizado, uma reflexão”, comenta.
 
 
 
Coisas Boas Acontecem de Repente
CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). De 15 a 19 de fevereiro (quinta a domingo), às 19h. R$ 20 (inteira, no CCBB), R$ 10 (postos Sinparc).

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