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Laura Taylor

Belo-horizontina meio neo-zelandesa, vocalista lança seu primeiro álbum com o Bonde do Rolê, com participação de Caetano

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Além de cantora, DJ e stylist, Laura Taylor acaba de estrear na decoração, coassinando o layout da loja do estilista de moda masculina João Pimenta, na capital paulista
Belo-horizontina meio neo-zelandesa, vocalista lança seu primeiro álbum com o Bonde do Rolê, com participação de Caetano
PUBLICADO EM 15/06/12 - 15h12

Ao ouvir Laura Taylor cantar funk, nem se imagina que, durante a adolescência, a vocalista do Bonde do Rolê suava frio ao ter que trocar os três beijinhos da etiqueta brasileira. “Era um choque cultural para mim”, revela a belo-horizontina criada na Nova Zelândia, país de sua mãe.

O jeito debochado, que começou a aparecer nas pick-ups, Laura reconhece ter herdado do pai, um sexólogo mineiro. Mas o gene só se manifestou quando ela, aos 19 anos, veio morar na cidade natal. “Precisava conhecer o Brasil em Beagá. Essa coisa das montanhas, pra mim, não significou barreira, mas o contrário. Foi uma abertura pra eu chegar muito longe”.
 
Os morros mineiros receberam de Laura divertida homenagem no nome do brechó do qual ela foi dona, o Belory (trocadilho com a luxuosa Beverly) Hills. Ex-estudante de moda, ela largou a faculdade incompleta para assumir um dos postos de vocalista da banda curitibana que ganhou o mundo com um som baseado na batida dos morros cariocas.
 
A vaga foi conquistada em um concurso televisivo, no início de 2008, em clima de paródia de seleção para “nova loira do Tchan”. Numa das provas, a voz de Laura chegou a falhar, o que não a abala. “Quem falou que só porque não canto como a Mariah Carey não sei cantar? A banda nem exige tanta musicalidade, é mais questão de atitude”.
 
Tendo a banda como passaporte, Laura já chegou a destinos como Japão e Noruega, com visto carimbado ainda no prestigiado festival norte-americano Coachella, onde, em 2008, fez sua estreia nos palcos. “O público estrangeiro não tem preconceito em relação ao funk, como alguns brasileiros. São mais abertos, piram na batida, que é muito diferente para eles”, conta. Em meio às turnês e à vida na capital paulista, BH é seu destino certo no Carnaval.
 
Após três anos de carreira, Laura só agora faz sua estreia fonográfica, com o novo álbum da banda, “Tropical Bacanal”, que tem participação de Caetano Veloso e produção do DJ Diplo.
 
O título de uma das faixas faz alusão a uma polêmica gíria mineira, considerada pejorativa por uns e assumida com orgulho por outros. Trata-se de “Tilelê”, que Laura se limita a dizer que tem “essa pegada”. A conferir, em julho, para quando está previsto o lançamento, se a linha percussiva soa algo parecida com os tambores de Minas.

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