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MÚSICA

Festival Imune tem sequência 

Guilherme Ventura, Maíra Baldaia e a drag Azzula são as próximas atrações

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Maira Baldaia - Diversas 2016 - ©Pablo Bernardo
Baldaia, uma das atrações da semana do Festival Imune
PUBLICADO EM 10/03/18 - 03h00

Pensado com o objetivo de ser uma plataforma de divulgação da música produzida por pessoas negras, como esclarece Bia Nogueira, um dos nomes por trás da iniciativa e do coletivo homônimo, o Festival Imune tem seguimento esta semana, com show de Guilherme Ventura e Maíra Baldaia, em noite que vai contar ainda com a drag Azzula. “Com certeza vou tocar ‘Insubmissa’, música minha com a Talita Barreto que viralizou (o clipe já computa mais de 50 mil views). E o Gui, ‘Reza’, com a qual ganhou vários festivais – e que é muito bonita. Olha, estamos preparando tudo com muito carinho. E terá surpresas, como uma parceria minha com o Gui e uma minha e do Gui com o François Muleka”, conta Maíra.

Já Azzula, do The Pulso in Chamas, mostra um pouco de seu solo, sua investida neste ano. “Ele aposta em uma sonoridade diferente da que tenho apresentado junto a The Pulso”, diz ela – cujo nome, aliás, deriva do pássaro azulão e da princesa Azula (da série de animação “Avatar”). “E acrescentei mais um Z, que, segundo significados místicos, traz sucesso e dinheiro”, brinca.
Sobre o Imune, Maíra frisa. “A missão é fomentar a música produzida por artistas negros. A cena negra é muito potente e importante, e estamos criando espaços para mostrar a nossa música, a nossa arte”. Bia acrescenta: “Esse desejo nasceu da percepção de que, apesar de haver muitos artistas produzindo, esses não conseguiam – e a maioria esmagadora ainda não consegue – escoar seus trabalhos. O problema passa pela falta de espaço nos meios de comunicação e também pela falta de representatividade nos editais de financiamento públicos e privado”.
 
Além de Maíra Baldaia e Bia Nogueira, o coletivo Imune agrega Natália Avelar, Guilherme Ventura, Raphael Salles e Rodrigo Negão. “Todos, compositores e cantores com CDs autorais lançados ou no forno”, narra Bia. Maíra lembra que o grupo já desenvolveu várias ações pautadas em mostras. “Tivemos a de 2017, que durou um ano (no espaço Suricato), outra em São Paulo, com intercâmbios... E, agora, o festival, um passo maior”. Bia revela que o desejo é que o Imune seja anual. “E queremos crescer. Acho que BH só ganha com eventos que contribuam para a promoção da representatividade negra na música”. 
 
 
 
Festival Imune
Maíra Baldaia e Guilherme Ventura
Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dia 14 (quarta), às 20h. R$ 20 (inteira).

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