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Cinema

Henfil para todas as gerações

Documentário de Angela Zoé, em cartaz no Cine Belas Artes, visa aproximar o artista mineiro morto em 1988 do público mais jovem

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Henfil
Henfil ganhou fama nacionalmente quando começou a publicar no mitológico “O Pasquim” e no “Jornal do Brasil”
PUBLICADO EM 08/12/18 - 02h00

Muito já foi falado sobre Henfil (1944-1988). Artista multimídia e militante incansável na crítica à ditadura militar, com seus cartuns em “O Pasquim”, ele tem sua carreira sempre revisitada. Sua obra, porém, está se distanciando das novas gerações, diferentemente do que acontece com a produção artística de seus colegas de “O Pasquim”, como Ziraldo e Jaguar. Com a ideia de aproximar o artista do público jovem, a cineasta Angela Zoé idealizou “Henfil”, documentário em cartaz na cidade.

“Após a produção do documentário sobre Betinho (o sociólogo Herbert de Souza, irmão de Henfil), senti uma angústia porque a nova geração não conhecia Henfil e surgiu a ideia de aproximar as gerações”, conta Angela. Para conseguir esse resultado de maneira natural, ela convidou estudantes de animação para um projeto, sem contar o que era. “A escolha dos estudantes foi aleatória. Anunciamos o curso, ligamos a câmera e só aí falamos que se tratava da produção de uma animação para um filme sobre Henfil”, lembra Angela “Pegamos todos de surpresa e dá para ver isso na tela”.

A turma de estudantes é o fio condutor da narrativa de Angela. “Funciona como um reality show”, explica. “Filmamos durante um mês, cinco vezes por semana e, depois de pouco tempo, não existia mais set ou câmeras. Os estudantes foram costurando a história sozinhos.”

Para que esses jovens pudessem se aprofundar no universo de Henfil, era preciso que tivessem um retrato de quem era o artista por trás dos cartuns. Então, os jovens tiveram contato com amigos e familiares do artista: os cartunistas Ziraldo, Jaguar, Aroeira; os jornalistas Lucas Mendes, Sérgio Cabral, Tárik de Souza; a irmã de Henfil, Glorinha, e o filho do artista, Ivan. “Eles dão um show”, diz Angela. Esses encontros e depoimentos enriquecem a experiência do espectador, que tem acesso a imagens gravadas em vídeo por Henfil ou por amigos em momentos íntimos.

Animação leva espectadores para dentro da tirinha

Uma animação em 3D, releitura feita pelos estudantes usando os personagens criados por Henfil, encerra o documentário. Para os criadores, o curta animado reflete bem o que o artista estaria fazendo hoje, se estivesse vivo. “Como artista multimídia que era, Henfil estaria envolvido com cinema, TV, animação, realidade virtual... Ele estaria viralizando por aí”, imagina Angela Zoé.

A produção criou também uma ação nos cinemas, para que o público experimente a sensação de estar dentro desse curta. O Cine Belas Artes é um dos participantes. “A pessoa coloca os óculos 3D, entra na tirinha e faz um passeio pelos personagens icônicos de Henfil”, conta a diretora. “É muito bom ver que o pai leva o filho para assistir ao filme e conhecer o Henfil, e o filho leva o pai ao cinema para experimentar a realidade virtual”, diz Angela Zoé, que está dirigindo dois documentários para exibição em 2019: “Ele Era Assim”, sobre Ary Barroso, que será exibido no canal Music Box Brasil no primeiro semestre, e outro sobre Alcione, com estreia prevista nos cinemas no segundo semestre. “Henfil” também será exibido na TV, na GloboNews, em 5 de fevereiro, dia em que Henfil completaria 75 anos.

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