Polêmica

Relatório da CPI da Lagoa da Pampulha é rejeitado na Câmara de BH

Quatro parlamentares foram contra e três a favor do relatório assinado pelo vereador Bráulio Lara

Por Letícia Fontes
Publicado em 11 de julho de 2023 | 11:36
 
 
 
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Os vereadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lagoa da Pampulha votaram contra o parecer do vereador Bráulio Lara (Novo), que sugeriu 12 pedidos de indiciamentos, dentre eles o do secretário municipal de Governo, Josué Valadão, do diretor de Gestão de Aguas Urbanas da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), Ricardo Aroeira, do consórcio Pampulha Viva, e das prefeituras de Belo Horizonte de Contagem. A sessão chegou a ser interrompida por causa do protesto de servidores técnicos da prefeitura

Por quatro votos contrários e três a favor dos indiciamentos, a vereadora Flávia Borja (PP) foi a escolhida para a apresentar um novo relatório para ser votado pelos vereadores nesta quarta-feira (12/7). A parlamentar votou contra o relatório apresentado por Bráulio Lara. 

O voto decisivo foi o do vereador Irlan Melo (Patriota), que votou primeiramente pela abstenção e após o empate na primeira votação decidiu se manifestar contrário aos apontamentos feitos por Bráulio Lara. 

Para o relator da CPI, a votação de hoje foi fruto de uma mobilização do governo de ir contra os trabalhos realizados. Votaram contra o parecer os vereadores da base, ligados à Família Aro: Flávia Borja (PP), Rubão (PP) e o presidente da CPI, Juliano Lopes (Agir), além do vereador Irlan Melo, que faz parte da oposição ao governo e é ligado ao grupo do presidente da Câmara, Gabriel Azevedo (sem partido). Foram favoráveis ao texto Jorge Santos (Republicanos), Bráulio Lara (Novo) e Sérgio Fernando (PL).

“Quando se fala em CPI no nosso país o que vem na mente é que sempre acaba em pizza. Fizemos apontamentos de um problema sério, mas que quando se refere a pessoas poderosas, acontece o que se viu, uma mobilização para derrubar o relatório”, afirmou Bráulio Lara.

O vereador diz que pretende apresentar o parecer para o Ministério Público Federal, independente do resultado da rejeição do relatório. 

“Foram seis meses de trabalho. A Lagoa da Pampulha está cheio de esgoto, fede, é o dinheiro público gasto de forma demasiada com um resultado não satisfatório. Vi entidades se manifestando sem lerem o relatório, é manifestação de torcida organizada”, rebateu Lara sobre as críticas de servidores sobre condução dos trabalhos

Segundo o líder de governo, Bruno Miranda (PDT), o relatório apresentado não levou em consideração os pareceres técnicos dos servidores. 

“A lagoa precisa ser permanentemente limpa, os dejetos continuam caindo. Ouvimos técnicos que explicaram o processo, mas o relator negligenciou todos esses argumentos. Entendemos que relator exorbitou sua competência em indiciar técnicos de carreira que agiram com embalsamento científico”, disse.

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