Investigação

Renan anuncia que deve incluir crime de genocídio em relatório final da CPI

Crime será relacionado à condução da pandemia de Covid-19 na cidade de Manaus e em comunidades indígenas com grande número de casos e mortes

Por Lucyenne Landim
Publicado em 15 de setembro de 2021 | 10:57
 
 
 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que deve incluir o crime de genocídio no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ações e omissões do governo federal na pandemia de Covid-19.

A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira (15). Ele, que é o relator da CPI, não adiantou, porém, se deve responsabilizar diretamente o presidente Jair Bolsonaro.

“Eu estou avaliando essa perspectiva do genocídio com relação a Manaus e com relação aos índios. Mas isso ainda está em avaliação”, afirmou, antes do início da sessão desta quarta-feira.

Em janeiro, a cidade de Manaus (AM) entrou em colapso pela falta de oxigênio para atender pacientes com Covid-19.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) apontou responsabilidade do governo Bolsonaro no caos sanitário que provocou a morte de pacientes.

Também houve surto do novo coronavírus entre populações indígenas, sem um plano para conter a contaminação nas comunidades. Esse ponto, inclusive, é apontado como um crime contra a humanidade em relatório apresentado por juristas à CPI.

Calheiros pretende entregar o relatório até 24 de setembro e espera que a comissão conclua a votação na semana seguinte.

Além da tipificação de genocídio, ele deve responsabilizar políticos e agentes públicos, ainda, contra crimes comuns e crimes de responsabilidade.

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