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Acílio Lara Resende

Uma transformação radical na vida e na economia do Brasil em 2018

PUBLICADO EM 10/01/19 - 03h00

A frase acima, que aproveitei para título deste artigo, consta de uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a respeito, entre outros assuntos, das últimas eleições e, também, da vitória de Jair Bolsonaro. Ela explica o que se passou no país, por meio do velho e bom voto direto. Digamos logo que a vontade do povo foi clara e manifestamente democrática. Fernando Henrique foi lúcido e prudente ao afirmar que só daqui a um tempo chegaremos à conclusão do que significou essa transformação radical na vida e na economia. Na vida, diria eu, nos costumes; na economia, nos experimentos que vêm por aí.

Talvez em razão dessa esperada transformação, que tem causado em muita gente ansiedade e angústia, é que o último Natal, a passagem de ano e o início de 2019 (“um ano realmente ímpar”, como disse o engenheiro e amigo José Flávio Salazar…) não estão sendo fáceis para mim e, com certeza, para ninguém. Não me lembro de crise tão complexa, violenta, conturbada e cruel como a atual. Ninguém se entende nem reflete um segundo sequer sobre os riscos que corre o país. Um deles está visível: sair de um extremo para cair noutro extremo.

Acompanho o espetáculo da política há várias décadas. Vivenciei momentos cruciantes, tanto aqui quanto lá fora. Não foi só o mundo maluco de hoje que nos levou à triste e trágica situação na qual nos achamos. Se soubéssemos aproveitar, com determinação, nossas enormes potencialidades humanas e materiais, nenhum brasileiro, hoje, estaria pensando em deixar seu país. Não chegamos lá porque não soubemos praticar, nas oportunidades que a história nos concedeu, a verdadeira democracia. Nossas escolhas foram ruins. Recaíram quase sempre em representantes dos quais jamais poderíamos esperar outra coisa senão a destruição do país pela corrupção. O bem comum sumiu, e a política se transformou em negócio rendoso. E, ao trair o povo que o elegeu, o PT não só decepcionou, mas teve papel degradante.

Apesar dos solavancos dos primeiros dias, com alguns desmentidos desagradáveis, ainda torço para que o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe (com altos e baixos, como toda equipe) de fato encontrem o caminho não só do desenvolvimento sustentável (e não a qualquer preço), mas da harmonia e da paz social entre os brasileiros.

Promover a paz e a harmonia social é a principal missão do novo presidente. Precisamos dar um basta na frase “nós contra eles” – uma invenção diabólica do ex-presidente Lula, mas que, ao que parece, muitos dos que votaram no presidente Jair Bolsonaro, com ou sem o seu apoio, querem eternizar como se fosse um mantra. Impressiona-me, nas redes sociais, mas também em bate-papos antes descontraídos, tanto de um lado quanto de outro, o ódio diariamente destilado entre os brasileiros. Entre amigos, ou até mesmo entre integrantes da própria família, é ele que os anima. E isso só poderá levar o país a mais desencontros.

A paz e a harmonia social dependem da democracia, que nunca foi “o resultado de um tremendo mal-entendido”, como dizia, noutro contexto, Sérgio Buarque de Holanda. Por sua vez, a liberdade de imprensa foi, é e será vital à sua consolidação. Tomara que o que há dias disseram sobre ela o presidente e alguns ministros, sobretudo militares, seja a expressão da verdade. E que, no uso da mídia pelo governo, o critério seja técnico, e jamais submisso aos donos do poder.

“Sursum corda”!

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