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Ana Paula Moreira

Quando o Atlético pega uma ‘dica’ de ouro

PUBLICADO EM 17/01/19 - 03h00

Futebol feminino é um assunto recorrente aqui na coluna, quase sempre criticando a falta de apoio e investimento na modalidade. Mas, dessa vez, a notícia é boa. Apesar de ter sido por causa da obrigatoriedade imposta pela Conmebol e pela CBF aos clubes que disputarão a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro deste ano, a realidade do futebol feminino no Brasil está começando a mudar. A união do Atlético com o Prointer mostra isso.

A ideia da parceria formada entre os clubes foi assunto da minha primeira coluna, veiculada no dia 13/7/2017, com o título “Uma dica para Atlético e Cruzeiro”. A final da Copa BH entre América e Prointer tinha acontecido havia alguns dias e levado um público de 2.600 pessoas ao Independência, onde foi disputada a decisão. Eu fui assistir ao jogo, e foi muito bacana ver a festa da torcida tanto com as meninas do Coelho, que saíram comemorando o título, como com as jogadoras do time da Barragem Santa Lúcia, que vibraram ao fim da partida com a oportunidade de atuarem na Arena do Horto.

O meu primeiro texto como colunista neste espaço foi justamente sugerindo a possibilidade de parceria entre Atlético e Cruzeiro com alguma equipe de futebol feminino que já existisse na capital. Citei o Prointer, finalista da Copa BH daquele ano, e outros que estão na modalidade há muito tempo. Àquela época, alguns torcedores do Galo já cogitavam, no Twitter, a possibilidade de união entre as equipes, pedindo ao clube para investir nas meninas.

Um ano e meio depois, o Atlético atendeu os pedidos e anunciou a parceria com o Prointer no fim de 2018. As mídias sociais do Galo divulgaram um vídeo do dia em que as jogadoras ficaram sabendo que, a partir deste ano, vestiriam a camisa atleticana e teriam o clube como apoio e base para as necessidades como atletas. A alegria nos rostos das meninas foi contagiante. Para elas, era o sonho de virarem jogadoras profissionais e viverem do futebol se tornando realidade.

O Atlético assinou a carteira de trabalho de 25 jogadoras e de cinco membros da comissão técnica. Elas receberão plano de saúde e dentário, além de orientação nutricional, convênio com academia, metodologia de treinamento e materiais esportivos.

As novas jogadoras do Galo já começaram a treinar na última segunda-feira, no campo Inconfidência, no bairro Concórdia, às segundas, quartas e sextas. Os treinamentos são abertos para a torcida. Inicialmente, o projeto do futebol feminino do Atlético terá um cunho social, e daí a ideia de os treinos serem perto de alguma comunidade. A Cidade do Galo deve receber alguns jogos da equipe. O clube também manteve o técnico do Prointer, que está com as meninas há tempos, e contratou Nina Abreu, ex-assessora da Federação Mineira de Futebol (FMF), para coordenar o futebol feminino do Atlético.

Torço para que a modalidade possa se desenvolver com os times de grandes clubes. Agora, as federações e a CBF precisam criar um calendário com campeonatos durante toda a temporada para as meninas jogarem. Boa sorte ao time feminino do Galo. Que possa ser o começo de uma jornada vitoriosa. A nota triste é que até agora o Cruzeiro ainda não montou o seu time feminino para a temporada.

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