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Cândido Henrique

Galo: desespero e ambição

PUBLICADO EM 14/04/19 - 03h00

O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, anunciou nesta semana Rui Costa como diretor de futebol. Ele chega com poderes de homem forte do futebol e deve servir de conselheiro para o mandatário alvinegro. Algo que o Galo perdeu desde que o saudoso Eduardo Maluf faleceu.

Rui Costa, com experiência no futebol, deve colocar em prática o que acredita e falar abertamente com o presidente sobre o que pensa. Sette Câmara, em um ano e quatro meses de mandato, ouviu conselhos que o levaram a andar em círculos no Atlético, sem sair do lugar.

Manter Oswaldo Oliveira assim que assumiu foi um erro. Há muito tempo ele não liderava um trabalho novo que deu certo. O mesmo aconteceu com Levir Culpi, que chegou como uma caricatura do que já foi no Galo e teve uma despedida melancólica, que não merecia.

Thiago Larghi, o técnico com resultados mais expressivos da era Sette Câmara, demorou muito tempo para ser efetivado. Mostrou, em muitos momentos uma visão legal de jogo, mas acabou perdendo o emprego com a iminente chance de não disputar a Libertadores de 2019.

E para que disputaria, não é? O Galo coleciona decepções no torneio Sul-Americano. Quase foi eliminado pelo Danubio na fase preliminar e está virtualmente eliminado na fase de grupos.

Depois da derrota contra o Cerro, Levir foi demitido. Rui Costa foi anunciado e já foi ao mercado. O primeiro nome foi Tiago Nunes, revelação do Athletico-PR. Recebeu um não e ainda viu a fúria de Mario Celso Petraglia, dirigente do Furacão.

“O próprio presidente, seu vice e o traíra Rui Costa participaram em viva voz do telefonema! Desespero total!”, postou Petraglia, que depois recebeu a réplica do Galo, falando que foi um empresário que ofereceu Nunes ao clube. No entanto, o que ressoa é a frase do dirigente paranaense: “desespero total”!

Qual o perfil?

Sem Nunes, o Galo está de novo no mercado. Olhando para trás e para os exemplos de sucesso no futebol brasileiro, acredito que o momento é de buscar novidade e ambição. Técnicos rodados, como Dorival Júnior e Luxemburgo, estão longe de realizar um trabalho longevo, que leva a títulos e boas perspectivas.

Ao mesmo tempo, as apostas não trazem a segurança que a diretoria quer no momento. Depois de errar com Oswaldo e Levir, a cúpula alvinegra sabe que não pode errar. No entanto, entre a experiência e a ambição, neste momento, acredito que o Atlético deveria optar pela ambição.

Não ter medo do novo e apostar alto em quem já mostrou qualidade e, principalmente, resultados recentes. Tiago Nunes estava dentro deste perfil.

No Brasil, hoje, não há. No entanto, aqui do lado, na Argentina, há um nome que merece atenção e consulta: Sebastián Beccacece.

Por que um gringo?

Depois de Diego Aguirre, muitos podem virar a cara para um estrangeiro. Mas, dentro do perfil que a diretoria buscou, Beccacece é o ideal. Vice-campeão argentino com o modesto Defensa Y Justicia e discípulo de Sampaoli, Beccacece também agregaria ao trazer soluções sul-americanas para posições carentes, como a lateral-esquerda.

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