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Cândido Henrique

Mesmo sem Gallo, não haverá passe de mágica

PUBLICADO EM 04/11/18 - 04h00

Alexandre Gallo não é mais diretor de futebol do Atlético. A derrota para o Ceará era previsível e acabou por culminar no fim de um trabalho que se mostrava sem futuro desde o início.

A melhor contratação também se mostrou um mau negócio. Róger Guedes, trocado por empréstimo sem passe fixado com Marcos Rocha, se destacou no primeiro turno.

Então artilheiro do Campeonato Brasileiro, ele foi negociado pelo Palmeiras com o futebol chinês e a diretoria alvinegra não teve muito o que fazer. Trouxe o colombiano Chará para o lugar, e o jogador ainda não mostrou o mesmo rendimento.

Fora este negócio, o Gallo falhou feio. O que você sabe sobre o futebol de Leandrinho? Já está aqui há meses e ainda não mostrou a que veio. Tímido, não passa de uma peça de complemento de plantel para o Atlético.

Denílson, que chegou do Vitória, é o ícone da era Gallo. Sem grandes credenciais, ele ganhou um contrato de cinco anos do então diretor de futebol do Atlético. Muito para quem mostrou tão pouco e que não fez a menor diferença em nenhum momento até aqui.

Todas estas escolhas partiram do diretor de futebol Alexandre Gallo, que falhou e colocou em xeque toda a temporada. Esperar uma mudança de postura da equipe com a saída de Alexandre Gallo é ingenuidade. O ex-diretor foi peça principal na montagem do elenco, que será esse até o fim da temporada.

O treinador Levir Culpi já se movimenta. Tenta montar uma equipe, de elenco inchado e defasado, mais competitiva. O Atlético perdeu isso com a parada da Copa. E ainda deve a Róger Guedes a pontuação que já o livra do rebaixamento. Caso contrário, agora estaria sofrendo ao lado de Vasco e Botafogo.

Com contratos longos com vários jogadores do grupo, 2019 começará com uma herança ruim. A nova diretoria terá que fazer um esforço a mais para montar um elenco que, muito provavelmente, disputará competições secundárias, como a Copa Sul-Americana. Ou você ainda acredita na vaga na Copa Libertadores da América?

Levir Culpi tem em mãos um time com defesa ruim. Desde a sua saída do comando do time, o grupo sofre com zagueiros, e não consegue encontrar um companheiro a altura da história de Leonardo Silva, e nem mesmo de seu substituto.

O trabalho de Levir Culpi no Atlético será árduo e sua história como treinador mostra que ele merece tempo para encontrar os erros e consertá-los. Cada vez mais adepto dos números, o jogador que apostar no networking não terá vez. É preciso mostrar trabalho em campo.

A diretoria alvinegra também tem que ouvir o que o seu novo técnico tem a dizer.

Levir é experiente o suficiente para apontar os erros e encaminhar para onde o Galo deve ir e como investir em 2019. Ele, com certeza, acertará mais do que o diretor de futebol que acaba de sair.

Depois de duas temporadas frustrantes, a diretoria alvinegra tem que trabalhar para montar uma equipe que empolgue a torcida e a faça querer cantar e celebrar em campo.

Hoje, os torcedores até tentam – mas a verdade é que o Galo está apático.

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