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Cândido Henrique

Por que largar a Copa Sul-Americana?

PUBLICADO EM 13/05/18 - 03h00

Qual o planejamento do Atlético para 2018? Lanço logo essa pergunta porque me surpreendi com a decisão da diretoria alvinegra e também da comissão técnica em largar a Copa Sul-Americana.

Logo lembrei do River Plate de 2014. O time do técnico Marcelo Gallardo voltava a ser campeão internacional depois de 17 anos e utilizou essa taça como o início da reconstrução.

Remontar uma filosofia e também um time é justamente o que Sérgio Sette Câmara promete desde que assumiu a presidência do Atlético. A Sul-Americana, certamente, era um caminho importante a se seguir.

Junto com a comissão técnica, Sette Câmara preferiu não tomar esse caminho. Optou por se concentrar no Campeonato Brasileiro e também na Copa do Brasil e, de tabela, trouxe uma pressão por resultado imediato que o seu elenco talvez não consiga entregar.

A partir de agora, o que a torcida alvinegra espera é, ao menos, a vaga direta na fase de grupos da Copa Libertadores pelo Campeonato Brasileiro e também o título da Copa do Brasil deste ano. Metas ousadas demais. Repito, a Sul-Americana seria mais tangível para o Galo.

No entanto, a pior escolha de Sette Câmara foi a das palavras. Ao rebaixar a Sul-Americana, o presidente diminuiu dois títulos que habitam com carinho o consciente coletivo do atleticano: o bicampeonato da Conmebol, em 1992 e 1997.

O Galo teve que passar por duas verdadeiras batalhas para levantar a taça, uma delas com pontapés e socos que deixaram marcas profundas no técnico Emerson Leão.

Em 1992, o Atlético foi campeão da Conmebol após sofrer em um campo acanhado contra o Olimpia, do Paraguai. Cinco anos mais tarde, o título veio depois de goleada por 4 a 1 sobre o Lanús, na Argentina, o que causou a fúria de torcedores e jogadores rivais. O resultado foram cenas lamentáveis ao vivo e o técnico Emerson Leão hospitalizado com fraturas no rosto.

A instituição Clube Atlético Mineiro deveria tratar com mais carinho esses dois títulos sul-americanos. Foram importantes demais na formação de torcedores alvinegros, principalmente, aqueles que acompanharam o time na década de 1990, a primeira sem lembranças de Reinaldo.

Foco no Brasileiro

Conquistar o Campeonato Brasileiro é a obsessão de Sette Câmara, e esse recado também foi dado em sua entrevista após a eliminação para o San Lorenzo. No entanto, o Galo precisa de muita coisa para chegar a esse título. O principal é ter um trabalho já consolidado.

Por mais que os títulos do Cruzeiro em 2013 e do Corinthians em 2017 mostrem que é possível ser campeão se este trabalho for sólido, a história do Brasileirão mostra que eles são exceção.

O Galo ainda se mostra muito frágil, principalmente, na defesa. O time não consegue segurar vitórias. O empate contra o São Paulo é um exemplo claro. O tricolor pressionou e conseguiu furar a defesa do Atlético com facilidade.

O esforço do trabalho do interino Thiago Larghi mostra que é possível pensar, sim, em uma vaga na Libertadores pelo Brasileirão. O jogo contra o Atlético-PR será mais um bom termômetro.

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