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Chuteiras e Gravatas

Rigidez da Conmebol extrapola e cria rixas

PUBLICADO EM 29/03/19 - 03h00

Na coluna da semana passada, falei da intenção da Conmebol de se mostrar mais organizada e competente. Há três semanas, também listei algumas exigências e atribuições a clubes no protocolo de operação de partidas da Copa Libertadores. A rigidez em alguns pontos, no entanto, beira o exagero e o absurdo. No jogo de quarta-feira entre Cruzeiro e Desportivo Lara, no Mineirão, a confederação sul-americana vetou a exibição de um vídeo de 30 segundos no telão do estádio, que pede ajuda humanitária a famílias africanas devastadas por um ciclone, neste mês.

A iniciativa do Unicef ganhou o apoio de personalidades engajadas, como os atores Bruno Gagliasso, Fernanda Paes Leme, Lázaro Ramos, Bruna Marquezine e cantores como Carlinhos Brown, Claudia Leitte e Alcione. O rigor e a inflexibilidade da entidade, no entanto, impedem manifestações do tipo, mesmo que não haja o interesse do ganho de terceiro. O Mineirão e a Federação Mineira de Futebol (FMF), que têm o Unicef como parceiro desde 2015, apoiavam o movimento.

Regras

Os artigos 183 e 184 do regulamento da Libertadores dizem que os clubes têm obrigação de entregar seus estádios livres de todo tipo de publicidade, inclusive institucional, e/ou de símbolos de clubes que não participam do jogo. Não é permitida exposição comercial de marca que não seja patrocinadora do torneio ou da entidade seja no campo, como nos túneis, bancos de reservas, coletes, telão e outros pontos. No caso, o vídeo que seria exibido não continha marcas.

Pesos

A sisudez da Conmebol tem irritado os clubes brasileiros nas competições da entidade pelo fato de o tratamento aplicado no Brasil não ser o mesmo nos países vizinhos. As condições dos vestiários dos estádios de Montevidéu, tanto do Luis Franzini (pequeno demais) quanto do Parque Central (em obras), onde o Atlético jogou neste ano, foram motivos de críticas. Esta coluna também recebeu relatos de publicidades de emboscada em outras praças continente afora.

Insatisfação

Há um descontentamento dos times brasileiros com o diretor de competições da Conmebol, Frederico Nantes, para assuntos que envolvem os clubes. Assuntos de seleções são tratados por uma outra pessoa. Ele assumiu o posto em janeiro de 2018 e tem experiência no Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo do Brasil, em 2014, prestando serviços para a CBF. Ele também atuou na Olimpíada do Rio e na Copa América Centenário, ambas em 2016.

Estremecida

A relação da FMF com a Conmebol esteve balançada recentemente pelo episódio da placa de substituição de papel no jogo entre Atlético e Defensor. A entidade sul-americana esqueceu de levar o material. No jogo contra o Danubio, por sorte, um funcionário da federação tinha uma placa no carro, pois viajaria para Tombos no dia seguinte. Já na partida do Defensor não tinha, e também não foi providenciada, porque a Federação Mineira não tem obrigação de levá-la.

Solicitação

Caso Atlético e Cruzeiro cheguem à final do Mineiro, o segundo jogo da decisão pode ser realizado no sábado, dia 20 de abril, – e não no domingo – porque a dupla tem compromissos com a Libertadores na terça-feira seguinte, dia 23. A FMF fez um pedido à Conmebol para que as partidas sejam transferidas para a quarta (24). Resta saber se a entidade sul-americana vai bater o pé ou fazer “uma gentileza” e acatar o pedido. Seria um gesto de paz?

Relações

Futuro presidente da CBF, Rogério Caboclo tomará posse no dia 9 de abril, um dia antes de o Brasil sediar o Congresso Ordinário Anual da Conmebol, que acontecerá no Rio este ano. O novo dirigente convidou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, para a solenidade, além de dirigentes das confederações sul-americanas. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, também está entre os convidados. Caboclo vai suceder o “atrapalhado” coronel Nunes.

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