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João Vitor Cirilo

Arrascaeta: desfecho ruim de uma história em construção

PUBLICADO EM 09/01/19 - 03h00

Olá, amigos! Como esta é a primeira vez que nos encontramos em 2019, após meu período de férias, aproveito para desejar a todos que acompanham este espaço um bom ano e uma boa temporada para os nossos clubes.

Retornei do descanso direto para a cobertura do Cruzeiro pela rádio Super 91,7 FM, já me deparando com bastidores quentes na Toca da Raposa II, local que frequentarei durante toda esta pré-temporada.

Entre as movimentações, vimos a tentativa, sem sucesso, do Flamengo por Dedé. Certíssimo, o Cruzeiro afirmou se tratar de um jogador inegociável. Estou de acordo. Não há em território nacional alguém da posição com a capacidade técnica do camisa 26. Pensando na realidade do futebol brasileiro, Dedé não tem preço neste momento. Não teria mesmo que haver negócio.

Depois, a novela Thiago Neves, que quase se encaminhou com um acordo de troca entre Cruzeiro e Grêmio, com Luan vindo para Belo Horizonte e Murilo e Raniel também indo para o Sul. Após o insucesso, o tricolor não desistiu e manteve o interesse em TN30 até o último fim de semana, quando a renovação de contrato com a Raposa foi acertada. A permanência também é bastante positiva, ainda mais com a terceira e mais complicada situação que destaco a seguir.

O imbróglio envolvendo Arrascaeta, Cruzeiro e Flamengo atingiu nível inimaginável. Não pela investida do rubro-negro no camisa 10, mas pela maneira como o uruguaio optou por encerrar sua história na equipe celeste. 

Desde o começo, foi esse o interesse e a intenção do gringo, fundamental na última temporada azul, mas que pareceu não se importar em manter a idolatria que vinha construindo junto à torcida da Raposa.

É legítimo o direito de Arrascaeta de se transferir para outro clube nacional, que lhe pague bem mais do que o ótimo salário que recebe no Cruzeiro, mas também é dever dele cumprir com suas obrigações, como os demais 30 jogadores do elenco celeste estão fazendo neste início de 2019. Apresente-se, treine, manifeste seu interesse na saída e deixe o clube pela porta da frente. 

Não me parece o mais correto jogar fora a história construída ou simplesmente ignorar tudo o que fizeram para que ele se tornasse o jogador que é. 

Não é nada menos que lamentável ver esse desfecho para uma trajetória ainda em construção. Jogadores vêm e vão, e é plenamente natural haver chegadas e saídas, desde que feitas da maneira correta, com respeito.

Aliás, longe do interesse de esta coluna ser um espaço para defender o Cruzeiro, que vem em transferências anteriores cumprido papel negativo, ignorando compromissos constantemente e acumulando dívidas.

Neste caso específico, o clube está correto em defender o que entende como certo e buscar nesse cenário de caos o melhor para a instituição, o que parece estar acontecendo com os valores acordados após a reunião de ontem. A Raposa tem agora a missão de encontrar uma solução pra essa saída, que creio não estar no elenco.

Boa sorte, bom futebol e melhores decisões na carreira do uruguaio, que, em nível nacional, se mostrou diferenciado.

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