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João Vitor Cirilo

Grandes jogadores sempre terão minha torcida

PUBLICADO EM 06/02/19 - 03h00

A contratação de Paulo Henrique Ganso pelo Fluminense, oficializada há pouco menos de uma semana, me trouxe nos últimos dias algumas reflexões relacionadas àqueles que são os principais responsáveis por mover torcidas: os grandes atletas. O meia foi recebido com muita festa pelo torcedor tricolor no último domingo, outro fato que me chamou atenção. É evidente que neste cenário existe também uma certa carência técnica no time, mas a recepção é bem representativa.

Minha sincera torcida é para que Paulo Henrique Ganso retome seu bom desempenho no Fluminense. O futebol precisa de jogadores como ele demonstrou ter potencial para ser no início da carreira, sobretudo entre o fim da última década e o início da atual. Ganso surgiu como um projeto de craque praticamente certo, e assim era considerado pela maioria. Infelizmente, ele só conseguiu cumprir essa expectativa bem lá no começo de tudo, quando atuou por aquele encantador time do Santos, com Neymar.

O fato que resolvi tratar neste espaço é o de tentar mudar o panorama de que muitas vezes, aqui, no Brasil, se torce pelo fracasso das pessoas unicamente pelo prazer de transformá-las em chacota e poder dizer “eu avisei”, como se o insucesso do outro fosse motivo para qualquer tipo de comemoração. Ao contrário, é importante dar um voto de confiança para Ganso e esperar que ele possa recuperar seu futebol e, evidentemente, assim, evoluir como atleta.

É mais do que claro que o “sumiço” de Paulo Henrique Ganso nos últimos anos, em especial após dificuldades físicas devido a uma grave lesão, é por culpa de uma queda técnica no seu próprio desempenho, em momentos em que não se mostrou apto a ocupar a prateleira de cima dos jogadores do nosso país, carente de atletas como ele. Ou talvez também exista a necessidade de uma adaptação tática para competir nos grandes centros de futebol do mundo. Nome incontestável na lista dos selecionáveis do Brasil, sua presença deixou de ser cogitada há muito tempo.

Não são poucos os casos de jogadores que poderiam ser maiores do que se tornaram na carreira. Em exemplos assim, só há o que lamentar. No próprio Santos surgiu um deles, em uma geração bem anterior à de Ganso. Falo de Robinho, de quem se esperava mais, sobretudo no cenário europeu, apesar de ter atuado relativamente bem na maioria dos times que vestiu a camisa — inclusive no primeiro ano aqui, no Atlético, em 2016 — e eu mesmo ser um admirador do seu futebol.

Falando em projetos de craques, também neste fim de semana vi Vinícius Junior marcar mais um gol pelo Real Madrid em nova oportunidade que teve de ser titular, o que tem acontecido com frequência no novo comando madridista. Está claro que está ali alguém diferente da maioria, tecnicamente falando, e a expectativa da torcida é que se torne um dos grandes do país. Hoje, às 18h, quem sabe ele tenha uma bela chance de comprovar o bom momento que vive ao enfrentar o Barcelona, pela semifinal da Copa do Rei.

O fato é que os grandes jogadores, independentemente das equipes em que atuam, sempre terão minha torcida.

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