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João Vitor Cirilo

O América está colhendo o que planta

PUBLICADO EM 07/11/18 - 04h00

Certa vez, um velho sábio chamado Vanderlei Luxemburgo disse a célebre frase: “O medo de perder tira a vontade de ganhar”. Esse é o retrato do América neste segundo turno do Campeonato Brasileiro, uma campanha desastrosa, que culmina com a entrada na zona de rebaixamento após a derrota no clássico do último domingo contra o Cruzeiro, no Independência, e a conclusão da rodada.

Na escalação inicial, um reflexo do que tem sido a postura do time e do seu treinador, Adílson Batista, nos jogos recentes. Precisando vencer a Raposa, o comandante colocou em campo uma formação com dois laterais-direitos, dois laterais-esquerdos de ofício, dois volantes, um meia e um único atacante, Luan. O primeiro tempo foi uma lástima, com seis opções ofensivas no banco de reservas. Incompreensível.

Logo na etapa inicial, um golaço de Arrascaeta. No início do segundo tempo, após alterações para deixar o Coelho mais criativo, Thiago Neves aumentou a desvantagem alviverde. Já perdendo o jogo, Adílson deixou o time mais ofensivo, mas aí já estava encaminhado o tropeço. Ainda assim, por queda de desempenho azul e um pênalti não marcado, o América poderia ter empatado.

Quando saiu da equipe mineira, o técnico Enderson Moreira deixou o Coelho em situação até aparentemente confortável. Após uma transição ruim com Ricardo Drubscky, Adílson chegou e conseguiu alguns bons resultados, mas a postura medrosa e o excesso de alterações na formação inicial refletem nos resultados. Não é possível nem pensar em manter Matheusinho fora dos titulares, ainda se tiver algum problema físico. Rafael Moura, único centroavante do elenco com certa qualidade, também poderia ser boa presença no comando do ataque.

Muitas das equipes que brigam lá embaixo assim como Coelho venceram jogos importantes nas últimas rodadas, inclusive na mais recente, como Botafogo, Vasco e Sport, e outras conseguiram boa evolução, como o Ceará, mas que perdeu na segunda, em Recife. Estagnado, o Coelho não demonstra força para sair.

Eu poderia afirmar aqui que, por sorte, o adversário do próximo sábado é o já rebaixado Paraná Clube, que não incomodou quase ninguém neste ano. O Vitória conseguiu perder pontos para o fraco elenco paranista. Aliás, apenas o time de Curitiba apresenta desempenho pior que o do Coelho neste segundo turno, em que o elenco mineiro soma apenas 12 pontos e duas vitórias em 13 jogos.

Pelo que venho acompanhando, pode ser que não seja necessário somar 45 pontos para evitar uma queda, mas depender de desempenho ruim dos outros não é o melhor a se fazer. O Coelho ainda terá pela frente adversários muito interessados na competição, como Internacional, Santos e Palmeiras, oponentes em sequência logo após o confronto com o Paraná, e fecha o torneio encarando Bahia e Fluminense. A tabela não é nada simples.

A se lamentar, mas o time do América colhe, neste momento, apenas o que vem plantando por sua postura recente na competição. Que venham dias melhores nestas últimas seis rodadas.

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