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João Vitor Cirilo

Palmas ao Palmeiras, respeito a Felipão

PUBLICADO EM 28/11/18 - 03h00

A grande conquista do Palmeiras, decretada domingo com a dura vitória contra o Vasco, é emblemática por alguns aspectos. Primeiro, porque justifica um grande investimento do clube paulista e de sua patrocinadora na formação de um elenco montado justamente para isso, para ganhar as principais competições. Acabou parando na trave nos mata-matas neste ano, mas a campanha no Campeonato Brasileiro passou a ser irretocável após a chegada do técnico Luiz Felipe Scolari, um dos grandes representantes na função em todos os tempos no futebol brasileiro.

O que o time de Felipão fez após a vinda do comandante em âmbito nacional é impressionante, ainda que possamos considerar que o Palmeiras tenha um grupo farto de opções como nenhum outro em todo o país. Felipão passou mais que um turno completo sem perder um jogo sequer no Brasileirão, torneio dado como um dos mais equilibrados em todo o mundo. Nenhuma equipe o derrotou. Não há como contestar ou relativizar de qualquer maneira esse que é um dos grandes trabalhos na temporada por aqui e um dos melhores apresentados nos últimos anos.

Trabalho este comandado por um treinador que foi extremamente contestado em sua chegada, ainda carregando grande peso pela derrota mais emblemática da história do futebol mundial, mas o retrospecto e o desempenho de Scolari merecem respeito. Por onde passou, Felipão venceu. Isso não é para qualquer um, longe disso.

À frente de elencos no Brasil, são dois títulos do Brasileiro, quatro da Copa do Brasil, dois da Copa Libertadores e um da Recopa. Pela seleção, faturou Copa do Mundo e das Confederações. No Uzbequistão e na China, também venceu os nacionais quatro vezes, além de vencer o continental na Ásia. Um cara com um currículo como esse merece, no mínimo, ser respeitado, o que muitos não fizeram quando Felipão foi anunciado como treinador do Palmeiras.

Falando em trabalho elogiável, palmas para o ótimo Lisca, concluindo muito bem a missão à frente do Ceará. Aliás, seria ele lembrado por mim entre os melhores técnicos da competição, porque assumiu um elenco extremamente limitado e fez uma equipe dada como rebaixada permanecer na primeira divisão, feito garantido após o empate contra o Atlético-PR fora de casa e a igualdade entre Sport e São Paulo no Morumbi. A evolução do desempenho do Ceará com o gaúcho é notória e vai além dos resultados. Às vezes parece que o rótulo de “doido” faz as pessoas verem Lisca mais como um cara irreverente que como o bom treinador que é.

Além da manutenção de mais uma equipe nordestina na Série A, bom para o nosso futebol é a certeza de que teremos mais um grande clássico nacional na temporada que vem, com o acesso do Fortaleza, grande destaque da segunda divisão deste ano. Nosso campeonato precisa disso.

Aproveito para me despedir e agradecer aos leitores que me acompanharam em 2018. Saio em férias após a transmissão de Bahia x Cruzeiro, em Pituaçu, no domingo, pela rádio Super Notícia 91.7 FM e a coluna volta no ano que vem. Nos vemos em 2019!

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