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Leandro Cabido

O ciclo vicioso vivido pelo Atlético

PUBLICADO EM 06/11/18 - 04h00

O ciclo no Atlético se repete. E as expectativas em torno das possibilidades são baixas. Não dá para acreditar que a falta de planejamento dê resultado. A vaga na Libertadores seria ótima para um recomeço em 2019, mas ela se distancia a cada dia que passa. E o pior ainda pode acontecer: além de ficar sem disputar a Continental e jogar a “segunda divisão” da América do Sul, terminar atrás do Cruzeiro na tabela do Brasileiro seria um desastre.

No ano passado, quando o novo presidente do Galo, Sérgio Sette Câmara, assumiu o clube, ele deixou claro que o ano não seria fácil. Faltaria dinheiro, mas ainda assim prometeu uma equipe competitiva. E isso, de certa forma, aconteceu no primeiro semestre. Alguns atletas contratados vingaram, outros que vinham numa crescente na última temporada também, e a boa colocação, antes do início da Copa do Mundo, premiava isso.

Claro, houve a perda do título estadual, mas o nível de investimento era diferente do rival. Teve peso, mas nada que pudesse destruir alguma possibilidade. Sair da Copa Sul-Americana, ainda mais da maneira como foi, incomodou tanto quanto. Apesar dos pesares, a vida tinha que continuar. No todo, parecia que o clube ainda estava nos eixos, mesmo não efetivando – sabe-se lá por que – Thiago Larghi como treinador, o que só ocorreu durante a intertemporada.

Quando se encerrou o Mundial, a realidade de fato bateu no Atlético. A saída de jogadores importantes, além da queda óbvia de produção, deixou a torcida realmente de cabelo em pé. Isso se deve ao retorno do foco das equipes que disputavam a Libertadores e a Copa do Brasil, que entraram de cabeça na Série A. No fim, os mineiros estavam basicamente cumprindo seu objetivo, que era ficar no topo até onde poderiam conseguir.

Para isso não acontecer, o trabalho da diretoria deveria ter sido mais coerente. O planejamento tinha que ser seguido à risca, inclusive na hora de perder jogadores, o que, invariavelmente, aconteceria. Necessitava-se de um desenvolvimento a longo prazo. Não se pode, de jeito nenhum, mudar sua estratégia à medida que os fatos são submetidos. Remontar o time no meio do ano foi um tiro no pé. E não importam os motivos. O trabalho de Alexandre Gallo era basicamente não deixar isso acontecer. E aconteceu.

Trocar Larghi por Levir Culpi pareceu, à primeira vista, uma solução imediata favorável, já que o antigo treinador não conseguia mais tirar de seus atletas todo o potencial. Porém, as três derrotas seguintes nos fazem refletir: será realmente que a escolha foi acertada ou seria mais um equívoco na temporada? A resposta virá com a classificação ou não para a Libertadores. Por enquanto, é um sonoro “sim”.

Em relação à saída de Gallo, fica a dúvida sobre sua real influência no comando técnico. Muitos dos erros cometidos poderiam ter sido evitados se a vivência do ex-jogador tivesse sido mais proveitosa. Não foi. E aqui fica um conselho para o presidente: é preciso estar presente para se ter um conhecimento global. Espero, sinceramente, que 2019 seja diferente e não de mais um ciclo de falta de sucesso. Para isso, tem que garantir a Libertadores em 2018.

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