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Leandro Cabido

O VAR não pode virar cortina de fumaça

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Foto: Josias Pereira/ O Tempo
PUBLICADO EM 16/04/19 - 03h00

Mais uma vez, o clássico mineiro entre Cruzeiro e Atlético termina em polêmica. E desta vez, a vilã é a nova menina dos olhos da imprensa e também das entidades que regem o futebol: o VAR. Na opinião de alguns, em sua grande maioria, houve um equívoco por parte da arbitragem de vídeo quando Dedé segura Igor Rabello dentro da área, sendo assim, uma penalidade máxima. Porém, há dúvidas em relação à posição do zagueiro alvinegro. Eu não garanto que não havia um impedimento na jogada. Sendo assim, a crítica vai diretamente à FMF, que precisa vir a público para falar sobre a utilização da arbitragem de vídeo naquela situação.

O que me incomoda, sinceramente, é que parece que a arbitragem virou cortina de fumaça para qualquer coisa. Ninguém vê os próprios erros, ninguém admite qualquer desempenho abaixo, já que em tese, A ou B foi prejudicado. E não falo isso apenas do dérbi de Belo Horizonte em si: falo isso de qualquer jogo de futebol.

No caso do Atlético, há algumas semanas, em Varginha, no jogo de ida da semifinal diante do Boa Esporte, o que vi foi uma clara falta de preparo por parte do clube ao reclamar, sem qualquer cabimento, do VAR – naquela ocasião, foram impugnados dois gols alvinegros de forma correta. Há de se ter coerência.

Já o Cruzeiro, que viveu, de fato, um problema com a plataforma na Libertadores da América da última temporada, também só se pronuncia quando lhe convém. Não julgo aqui se é ético, se é correto, ou até mesmo inocência. Só creio que juntos, trazer a justiça ao esporte seria mais fácil.

O VAR veio para ficar, quer queiram, quer não. É importante relembrar que o futebol ainda é um esporte interpretativo e em alguns lances, obviamente, teremos discussões acaloradas sobre as marcações. E há sim uma necessidade de deixar às claras as regras do jogo, coisa que pouca gente ainda faz – tendo em vista o segundo gol da Raposa, marcado pelo Léo, quando o trio de árbitros concedeu escanteio ao invés de tiro de meta. Neste tipo de situação, não há interferência do vídeo.

A crítica fundamental é que precisamos entender como é o esporte com a introdução eletrônica em sua prática. Vamos aprendendo com o tempo, mas de nada adianta reclamar se somos incapazes de trabalhar em seu desenvolvimento. Todos nós estamos aprendendo. Imprensa, jogadores, comissão técnica, dirigentes, torcedores e, principalmente, os árbitros. Vamos ter calma antes de tacar as pedras.

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