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Lohanna Lima

A Copa dos encantos e dos sonhos

PUBLICADO EM 24/05/18 - 03h00

Você pode ser um alucinado por futebol ou mal saber quem joga no fim de semana na sua cidade. No entanto, independentemente do nível de paixão pelo futebol, uma coisa é certa: no Brasil, ninguém vive alheio a uma Copa do Mundo.

Nós, que temos um pouco mais de 25 anos, vivemos as últimas edições do Mundial intensamente – seja pela euforia ou pela frustração extrema. Não importa se você gosta muito ou pouco de futebol. Se você pensar rápido, vai saber exatamente onde estava em cada glória ou em cada decepção do Brasil nas últimas campanhas. Em todos esses cenários você vai se recordar de ruas pintadas de verde e amarelo, balões, bandeiras e confetes nas varandas das casas, além da recorrente aglomeração de pessoas com um único objetivo: torcer pelo Brasil, sabendo ou não o significado real de conquistar mais um título e de bordar mais uma estrela no peito.

A Copa é pautada por heróis e vilões. A disputa do Mundial nos proporciona batalhas épicas, gols que nos fazem chorar – de tristeza ou de alegria – defesas que nos marcam pelo alívio ou pela eterna lamentação. É presenciar a história sendo feita diante dos nossos olhos.

Quem não se sente privilegiado por ter visto Ronaldo, Romário, Bebeto, Marcos, Cafu, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e tantos outros brasileiros marcarem para sempre seus nomes na história? Quem poderá se esquecer de Zidane destruindo o então sonho do penta em 98? Com definir, em palavras, o que fez Suarez quando tirou o gol de Gana com a mão no último minuto de jogo na Copa de 2010?

A Copa do Mundo nos permite viver diversas emoções. Ela nos permite sonhar, cada um à sua maneira e com seu objetivo em mente – assim como Gabriel Jesus se permitiu sonhar em 2014. Se hoje o atacante é uma das apostas de Tite para buscar o hexa, no Mundial passado ele era um garoto do interior de São Paulo a pintar as ruas do bairro, torcendo pelo Brasil e trabalhando para alcançar o que vive hoje. Gabriel é um menino bom dentro e fora de campo e representa o sonho de milhares de brasileiros. Ele é a prova de que se pode chegar.

Se o Brasil vai ser hexa ou não, não sei. Mas depois de 2014, ver as pessoas voltarem a se identificar com a seleção após diversos escândalos na CBF já é uma grande vitória. Volto a lembrar das calçadas pintadas e dos balões de 2002, da emoção que senti ao ver Ronaldo marcar duas vezes contra os alemães e de Cafu levantando a taça para todos nós. A Copa me permitiu sonhar em viver trabalhando com futebol. Meu primeiro emprego como jornalista foi no Mundial de 2014. É por 2002 e 2014 que hoje estou aqui.

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