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Lohanna Lima

Os estaduais não empolgam mais

PUBLICADO EM 24/01/19 - 03h00

Para aquele torcedor que é mais saudosista, esse texto pode desagradar um pouco, mas preciso dizer que eu, definitivamente, não consigo me empolgar com os estaduais. Esse é um tema que já foi muito discutido. Antes de mais nada, gostaria de dizer que este texto foi escrito antes do jogo, ou seja: tudo o que penso nada tem a ver com resultado. Ao levar o time considerado o terceiro do elenco do Atlético para Tombos, Levir Culpi recebeu muito apoio, mas também algumas críticas.

No lançamento do Estadual, Levir defendeu mais datas para a competição, pensando justamente em uma sobrevida para os times do interior que – em sua maioria – encerram as atividades após o torneio. No entanto, na opinião do treinador, é preciso pensar uma estratégia para que os clubes da capital joguem menos, uma vez que o calendário aponta para cerca de 70 partidas por ano para Atlético e Cruzeiro.

O torcedor do interior fica chateado por não poder ver os principais jogadores do seu time do coração. Mas, com a Libertadores batendo à porta, vejo de maneira muito acertada a decisão de Levir em poupar não só os titulares como também os reservas. Em um campeonato com 12 participantes, em que oito times se classificam às fases decisivas, uma viagem para Tombos às vésperas do clássico é desgastante demais.

A estreia do Cruzeiro em Divinópolis foi bem legal. O próprio clube exaltou a presença do torcedor nos arredores do estádio, mas sabemos que o time titular só foi porque o Cruzeiro estreia mais tarde na Libertadores e Divinópolis é muito mais perto.

A fórmula do Mineiro precisa ser urgentemente repensada para se tornar mais atrativa ou cada vez mais times da capital irão para o interior com equipes alternativas.

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