Ao vivo
Madrugada Super
Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Paulo César de Oliveira

A reforma vai sair

Paulo Guedes
Paulo Guedes | Foto: José Cruz/Agência Brasil
PUBLICADO EM 28/05/19 - 03h00

Quem tem frequentado os corredores do Congresso e conversado com parlamentares dos mais variados partidos tem a nítida impressão, quase certeza mesmo, de que a reforma da Previdência será aprovada para que o Brasil volte ao caminho do crescimento econômico e do desenvolvimento social. 

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, está realmente empenhado para a aprovação, independentemente das trapalhadas do governo – leia-se Onyx Lorenzoni, que, como ministro da Casa Civil, praticamente nada tem feito, pelo que se comenta no Congresso. 

Enquanto alguns atrapalham, e como atrapalham, é de se ressaltar o trabalho junto aos parlamentares do incansável ministro Paulo Guedes, da Economia. Guedes, que todos diziam ser apenas um técnico, tem se mostrado um político competente, que alia a seu preparo acadêmico e à convicção de suas propostas a capacidade de articular em nível elevado. Seu trabalho em sido reconhecido por parlamentares de diferentes partidos, notadamente da oposição.

É de se ressaltar também o trabalho dos ministros Santos Cruz, Bento Albuquerque e Sergio Moro, figuras de proa da equipe do presidente Jair Bolsonaro, que também trabalham pelas reformas. 
À medida que se consolida o entendimento sobre a importância das reformas – a da Previdência, mãe de todas –, aumenta o engajamento político e social na defesa das mudanças. 
Os governadores, depois da relutância populista de alguns, têm atuado junto às suas bancadas. A se destacar a liderança do governador João Doria, de São Paulo, que desde sempre assumiu a defesa da reforma da Previdência, sem receio de possíveis desgastes políticos. A sua atuação encorajou muitos governadores a adotar a mesma posição. 

Mas quem torce e tem compromissos com as mudanças tem uma séria preocupação: a atuação do presidente Bolsonaro. Ele precisa se calar. O presidente, pelo peso diferenciado de suas palavras, precisa entender que deve ficar em silêncio. Sua fala, se necessária, deve ser a última e definitiva.

É importante lembrar que estamos apenas no início de uma grande batalha de transformações. E em muitas delas, reconheçamos, estamos chegando atrasados. A reforma da Previdência – finalmente, começaram a admitir – não é a solução de todos os nossos males, muito embora, sem ela, de nada adiantarão as outras. É fundamental que as mudanças sejam um compromisso sério e honesto de toda a sociedade. Governadores e prefeitos precisam se movimentar para fazer reformas em seus Estados e municípios. E, principalmente, a sociedade tem que participar dos debates, entender o que está sendo proposto para não se deixar influenciar por publicidades sub-reptícias, que usam mentiras para mobilizar o povo contra as mudanças com o objetivo de colocá-lo em defesa de privilégios no serviço público. Ser honesto e claro é o primeiro passo do governo se quiser mesmo aprovar as reformas.

 

comentários (1)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar