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Paulo César de Oliveira

Guedes, uma esperança

PUBLICADO EM 05/02/19 - 03h00

O ministro da Economia, Paulo Guedes, é considerado um dos pilares do governo do presidente Jair Bolsonaro. Não sem razão, ainda hoje é chamado de “Posto Ipiranga” do presidente, numa alusão à peça publicitária que apresentava os postos de combustíveis como locais onde se busca solução para quaisquer problemas do cidadão. Acompanhando o presidente desde a primeira hora e acreditando nos propósitos de criar o novo Brasil, Guedes está se mostrando melhor que a encomenda. Mais até do que isso, o ministro deu sustentação teórica e credibilidade ao discurso de campanha. Quem ele tem recebido sai convicto de que o Brasil vai sair do atraso dos últimos 30 anos para entrar numa rota de crescimento. Para muitos, o Brasil vai entrar nos trilhos do desenvolvimento chinês. O presidente do conselho do Instituto Aço Brasil, Sergio Leite, o presidente executivo, Marco Polo de Melo Lopes, e mais 16 conselheiros da agremiação, que reúne os principais produtores de aço do Brasil, se reuniram com o ministro, e todos ficaram otimistas com o que ouviram de Paulo Guedes e com sua convicção liberal.

Um dos objetivos mais imediatos do governo, reafirmou o ministro, é aprovar a reforma da Previdência, propósito traçado para ser alcançado ainda no primeiro semestre para que, a partir daí, o Brasil tenha condições de estruturar suas contas e realizar uma reforma tributária sustentável. Guedes, na opinião de seus interlocutores, tem uma inteligência ímpar e impressiona pela firmeza de suas convicções econômicas e políticas. E tem se mostrado aberto ao diálogo, condição fundamental para liderar uma verdadeira revolução na economia nacional, como pretende o atual governo, que obteve nas urnas o respaldo para isso.

Mas à competência do ministro é preciso somar o desejo do cidadão pelas mudanças. A missão de Guedes é árdua. Construir a proposta de uma nova economia para o país, destruído por conceitos superados de um populismo irresponsável, é politicamente complicado. Para se realizar o óbvio, será preciso quebrar muitas resistências, interromper muitos privilégios, que, para se fazer justiça, não existem apenas no setor público. Há setores da iniciativa privada que são beneficiários dessa “bondade” do Estado. Tudo o que for excesso – não podemos nos esquecer de que alguns segmentos precisam de estímulos e proteção especial do Estado – precisa ser cortado. E é aí que existem trincheiras de resistência a serem vencidas. Não se consegue fazer justiça sem os que se consideram vítimas. Guedes vai precisar de muito apoio para sustentar batalhas pesadas. Todos se acham especiais e, portanto, com direitos a privilégios que afundam o Estado brasileiro. Invocam o “direito adquirido”, que são, na verdade, privilégios concedidos a algumas categorias – no caso da Previdência –, pois a eles têm acesso alguns poucos. Os que pensam o país além do próprio umbigo precisam cerrar fileiras com o ministro. O Brasil tem pressa de promover as reformas defendidas por ele, pois ninguém pode dividir riquezas que não tem por não produzi-las.

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