Rodrigo Freitas e Delma Lopes
Ao vivo
Super N - Primeiras Notícias
Rodrigo Freitas e Delma Lopes
Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Paulo César de Oliveira

O Brasil tem jeito

PUBLICADO EM 15/05/18 - 03h00

Nesse farisaísmo em que se transformou a política brasileira, as campanhas presidencial e estaduais estão nas ruas com o nome de pré-campanha. Os candidatos à reeleição no Legislativo já estão parando o Congresso e as Assembleias Legislativas.

Tanto no Congresso quanto nas Assembleias a previsão é de pequena renovação. Ou seja, tudo vai continuar como está até chegar a um ponto de ruptura. Claro que isso só vai acontecer quando aparecer um líder neste país. 

Por outro lado, se analisarmos os nomes colocados para presidir o Brasil, vê-se que a maioria é despreparada para comandar o país com um Congresso que será eleito – ou reeleito – em outubro e com o qual terá que se digladiar, “toureando” 81 senadores e 513 deputados, cada um com suas demandas, que nunca são as do país.

Aliás, até hoje, ninguém entende para que tantos parlamentares. Na corrida presidencial, Alvaro Dias, Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, entre os que parecem ter alguma chance, são os mais equilibrados politicamente. Em entrevista às páginas amarelas da última “Veja”, o economista e principal comentarista do “Financial Times”, Martin Wolf, diz que o Brasil ficou imprevisível e que não há solução política para o país fora do centro.

Mais: que a polarização nacional poderá ter consequências “trágicas”. Sobre Bolsonaro, um ponto fora da curva, o economista foi duro ao dizer que “ele me parece completamente maluco, alguém capaz de destruir o país completamente. Perto dele, Donald Tump beira a normalidade e até mesmo a serenidade. Trata-se de alguém que não sabe o que diz e que parece não ter noção do que significa governar. Essa perspectiva é algo muito trágico e muito triste, pois significa uma grande perda de potencial, sobretudo no caso do Brasil, que tem recursos abundantes, colossais. É uma pena”.

Isso mostra que o Brasil tem jeito, embora faltem homens que levem a política a sério e não a usem como uma maneira de enriquecer. O povo tem que saber escolher seus governantes, separando os oportunistas, os bravateiros e os mal-intencionados dos que realmente querem e têm capacidade para gerir a coisa pública. 

Cito como exemplo de uma boa escolha o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, que já conseguiu recuperar a prefeitura da cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, um dos mais importantes polos industriais do país. Empresário e político – sim, essa segunda classificação é essencial para quem deseja governar –, ele vem conseguindo impor-se como verdadeiro líder, sem grandes arroubos, sem bravatas. Com honestidade e espírito público. Modelo simples, sem sofisticações. Aliás, é com simplicidade e autoridade – não confundir com autoritarismo – que se comanda qualquer coisa. Mais ainda na vida pública. 

É assim nos municípios. É assim nos Estados, é assim no país. O difícil, porém, é achar quem faça assim.

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar