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#Ele não

Publicado em Fri Sep 21 03:00:00 BRT 2018

#Ele não

De dois dias para cá as redes sociais foram tomadas por manifestações de repúdio a Bolsonaro, em geral finalizadas com um de três motes: Ele Não, Ele Nunca ou Ele Jamais. Estão surgindo novos movimentos de internautas contra o candidato, nos moldes do que foi criado por mulheres. Já existem grupos de homens, jornalistas, gays, judeus, etc. A campanha anti-Bolsonaro no meio digital vinha tímida antes do ataque, deu uma parada na fase mais crítica de saúde do candidato e voltou com força total após ele postar vídeo no domingo com as suas primeiras declarações no hospital. Ontem, de repúdio ganhou expressão internacional com chamada da publicação The Economist definindo Bolsonaro como ameaça ao país e à América Latina.

Anti-campanha

O anti-bolsonarismo avança sem maior resistência. A equipe do candidato não consegue organizar uma reação, totalmente amadora e desestruturada. Até ontem Bolsonaro ainda nem podia comer normalmente, mas já teve que intervir na campanha para neutralizar o seu vice, Hamilton Mourão, e desmentir o seu principal consultor econômico, Paulo Guedes. O vice está sendo isolado e alijado de reuniões da campanha, mas não há como tapar a sua boca e impedi-lo de fazer declarações como a que ofendeu mães e avós brasileiras. Já Guedes pode até guardar silêncio, mas seu mutismo só torna o plano econômico do candidato mais obscuro. A campanha de Bolsonaro hoje trabalha contra o próprio, de tão caótica. É uma anti-campanha.

Facada saturou

O ‘efeito facada’ saturou e não serve mais de impulso para a candidatura de Bolsonaro: é o que sugerem as pesquisas Datafolha e Ibope. Em média, as intenções de voto no candidato do PSL tiveram um incremento de 25% após o ataque, subindo de 22% para 28%. Mas é nítida a perda de ritmo da alta, que se concentra nos dias seguintes ao ataque e depois passa a evoluir na margem de erro. Nas simulações de segundo turno, a linha do tempo dos votos bolsonaristas é uma reta indicativa de estabilidade, com ligeira inclinação para baixo em algumas simulações. As pesquisas mostram a candidatura militar em viés de estagnação, com possibilidade de queda.

Pausa na campanha

FOTO: Anna Castelo Branco

A deputada Jô Morais, o presidente estadual do PCdoB, Wadson Ribeiro, e o jornalista Kerison Lopes fazem uma pausam na campanha eleitoral para curtir uma cerveja com tira-gosto em mesa de bar; a imagem remete à melhor parte da atividade política, que persiste mesmo nesses tempos duros e exaltados de hoje: a socialização, a prosa e o convívio.

Correção de rumo

O pesquisador Manoel Villas Boas, dono do Instituto Doxa, disse, nesta terça-feira, em palestra no Conselho Regional de Economia que o marketing de Pimentel erra ao insistir na associação de Anastasia com Aécio, pois isso não estaria funcionando no eleitorado. Ele sugeriu, como opção na linha propositiva, que o governador lembre os seus feitos em BH quando prefeito para melhorar sua posição na capital, onde estaria péssimo, e para reafirmar a sua capacidade de gestão e administração, hoje colocada em xeque pela crise financeira do Estado.

Recado anotado

As palavras críticas de Villas Boas foram ouvidas e registradas por vários petistas na plateia. Também tiveram muita atenção do outro palestrante do evento, Marco Crocco, presidente do BDMG e com muito trânsito no grupo de assessores mais próximos do governador.

Preliminares

Com as pesquisas indicando possível segundo turno entre Pimentel e Anastasia, as conversas sobre alianças já se insinuam nos bastidores. Um dos acordos em vista pelo PT é com o seu antigo aliado no estado, o MDB.

Curso natural

A reaproximação entre PT e MDB está no curso natural da política mineira recente e presente. Os emedebistas foram os principais parceiros do governo Pimentel na ALMG até este ano. Vários deles vêm trabalhando para Pimentel na moita, embora oficialmente declarem apoio ao candidato oficial do partido, Adalclever Lopes. Este, por sua vez, só terá duas opções num cenário de segundo turno entre petistas e tucanos: apoiar o governador ou manter neutralidade. Subir no palanque de Anastasia parece estar fora das cogitações de Adalclever uma vez que o seu arquirrival no MDB, Antônio Andrade, saiu na frente e já se abrigou por lá.

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